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O que faz uma pessoa ter voz diferente de outra?

Basicamente, diferenças nas pregas vocais e no formato anatômico da região que vai da laringe à cavidade nasal. A voz é uma das características mais exclusivas que a gente tem, tanto que até mesmo gêmeos idênticos possuem vozes distintas. O som que fazemos para falar varia conforme movimentamos as pregas vocais. Parecidas com duas cordas […]

Por Luís Joly Atualizado em 4 jul 2018, 20h24 - Publicado em 18 abr 2011, 18h25

Basicamente, diferenças nas pregas vocais e no formato anatômico da região que vai da laringe à cavidade nasal. A voz é uma das características mais exclusivas que a gente tem, tanto que até mesmo gêmeos idênticos possuem vozes distintas. O som que fazemos para falar varia conforme movimentamos as pregas vocais. Parecidas com duas cordas de violão, elas são capazes de produzir tons mais graves ou mais agudos de acordo com nossa vontade. Mas é claro que essa variação tem um limite para cada pessoa, justamente por causa das diferenças anatômicas. As mulheres, por exemplo, em geral têm a voz mais fina que a dos homens. “Normalmente, a laringe feminina é mais curta e a prega vocal naturalmente mais tensa”, afirma o otorrinolaringologista Oswaldo Cruz, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. No infográfico abaixo a gente explica, passo a passo, como é o processo de formação da voz.

Fala, que eu te escuto!
Voz começa a ser produzida com ar que vem dos pulmões

1. Quando queremos emitir um som, fazemos uma pressão respiratória que encaminha o ar dos pulmões em direção à traquéia. O ar sobe pelo tubo até atingir a laringe, onde ficam as pregas vocais

2. Se a gente só respira, as pregas vocais ficam abertas e relaxadas e o ar passa entre elas sem produzir nenhum som. Quando queremos falar, fazemos as pregas se unir. A passagem do ar, então, provoca uma vibração das pregas que cria ondas sonoras

3. Podemos modular o som que queremos fazer movimentando as pregas vocais. Quanto mais esticadas e unidas elas ficam, mais aguda é a voz produzida. Quando queremos um tom mais grave, mantemos as pregas um pouco mais frouxas

4. No caminho até a boca, as ondas sonoras ricocheteiam na laringe e faringe, o que provoca mais mudanças no tipo de voz de cada pessoa, conforme a estrutura óssea e a anatomia de cada um

5. Na saída da faringe, o som se divide: a maior parte das ondas sai pela boca, mas uma parte delas sai pela cavidade do nariz, produzindo os sons mais nasalados, como o da letra M, por exemplo

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