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O que fazer contra a gravidez quando a camisinha estoura?

Como diria o Chapolin Colorado, “calma, calma, não priemos cânico!” O jeito é tomar a chamada pílula do dia seguinte. Por meio de uma carga extra de hormônios, ela retarda a ovulação, impede a fecundação e, caso o encontro com o espermatozóide já tenha ocorrido, não deixa o óvulo se fixar no útero. Assim, a […]

Por Dante Grecco Atualizado em 4 jul 2018, 20h18 - Publicado em 18 abr 2011, 18h25

Como diria o Chapolin Colorado, “calma, calma, não priemos cânico!” O jeito é tomar a chamada pílula do dia seguinte. Por meio de uma carga extra de hormônios, ela retarda a ovulação, impede a fecundação e, caso o encontro com o espermatozóide já tenha ocorrido, não deixa o óvulo se fixar no útero. Assim, a pílula evita uma gravidez indesejada. O kit-salvação é composto de dois comprimidos com altas doses de hormônios sintéticos, como progesterona e estrógeno. Mas ele só tem efeito se a mulher tomar a primeira pílula no máximo 72 horas após a transa. A segunda dose deve vir 12 horas depois. Quanto maior a demora, menor a eficácia. “Se a mulher usar as pílulas nas primeiras 24 horas após a relação sexual, o risco de engravidar é de 5%. Dois dias depois, sobe para 15%. Em três dias, há 40% de possibilidade de uma gravidez”, diz o médico Paulo César Pinho Ribeiro, da Sociedade Brasileira de Pediatria. A cartela pode ser comprada em farmácias, sem receita médica. Mas a pílula do dia seguinte não deve virar rotina, nem substituir os anticoncepcionais regulares. Se usada várias vezes no mesmo mês, ela bagunça o ciclo menstrual e sua eficiência diminui. Além disso, não previne contra DSTs. O uso deve ser restringido a emergências.

Aprecie com moderação
Pílula do dia seguinte só deve ser usada em casos extremos

1. Os comprimidos liberam hormônios sintéticos na corrente sanguínea. Eles diminuem no organismo o nível do hormônio folículo estimulante, o FSH. Ele é responsável, entre outras coisas, pelos movimentos da trompa que liberam o óvulo e o empurram em direção ao útero. Sem FSH, a trompa sossega, o óvulo estaciona e não encontra o espermatozóide

2. Para garantir o serviço, a pílula age também na mucosa que reveste o útero, chamada endométrio. Os hormônios provocam uma descamação nessa mucosa, o que impede que o óvulo fecundado “grude” nas paredes do útero. Tecnicamente, é só depois da fixação que ocorre a gravidez. Por isso, a pílula não é abortiva, e sim preventiva

Mas atenção!

Como a pílula mexe com o sistema hormonal, pode trazer vários efeitos colaterais, como mudança no ciclo menstrual, enjôo, cólica, dor de cabeça e vômito. Não dá para abusar desse recurso

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