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O que foi a “praga de São Vito”?

Conheça a bizarra história dos surtos de dança coletiva - um fenômeno relacionado à histeria coletiva, mas que foi associado ao santo na Idade Média

Por Rafael Costa Atualizado em 4 jul 2018, 20h28 - Publicado em 14 fev 2017, 11h37

1) Foi uma suposta “maldição”, popular na Europa entre os séculos 15 e 17, para tentar explicar um fenômeno muito estranho: os surtos de dança coletiva. Pessoas que bailavam sem motivo aparente – e sem conseguir parar. Um dos primeiros casos registrados foi em 1020, em Bernburg, na Alemanha. Dezoito pessoas começaram a dançar e cantar em volta de uma igreja, na época do Natal.

 

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2) São Vito foi considerado o “criador” da praga por vários motivos. Primeiro, por ser protetor dos dançarinos e dos epiléticos. Segundo, porque, em 1278, um surto de dança causou a queda de uma ponte do rio francês Mosa e os feridos foram abrigados numa capela dedicada a ele. E outros dois casos na Suíça, no século 14, rolaram um dia depois do Dia de São Vito (15 de junho).

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3) Na Idade Média, foram registrados pelo menos outros seis casos de dançomania (sim, esse é o nome oficial do fenômeno). A maior foi em 1518, em Estrasburgo, na França: uma mulher chamada Frau Troffea começou a bailar e, aos poucos, outras pessoas foram “contaminadas”. No pico, a epidemia acometeu 400 pessoas. Várias morreram de enfarte. Que loucura!

 

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4) Na época, a ciência não soube explicar o problema. Hoje, acredita-se que foi algum tipo de histeria coletiva. No caso de Estrasburgo, especulou-se que a culpa fosse de um fungo no centeio conhecido como “ferrugem dos cereais”. Mas o historiador John Waller, especialista no fenômeno, alega que o fungo até causa alucinações, porém não movimentos descontrolados.

FONTES Livro A Time to Dance, a Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518, de John Waller; sites Terra, Galileu, History World e Today I Found Out

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