Clique e Assine a partir de R$ 12,90/mês

Quais os principais grupos neonazistas ativos no mundo?

Conheça as principais organizações que pregam o ultranacionalismo e a supremacia branca. Algumas delas inclusive viraram partidos políticos

Por Heloísa Noronha Atualizado em 14 fev 2020, 17h46 - Publicado em 8 Maio 2013, 20h18

PERGUNTA Gabriel Luiz Colasso, Concordia, SC

São partidos políticos, comunidades virtuais e gangues que se concentram na Europa e nos EUA, mas existem em vários países. Esses grupos buscam resgatar valores do nazismo alemão, surgido nos anos 30, que culminou na 2a Guerra Mundial, especialmente o nacionalismo e superioridade da raça ariana sobre pessoas “impuras”, como negros, judeus, ciganos, homossexuais etc.

Com a derrota alemã, os nazistas se esconderam com medo de represálias. Embora a apologia ao nazismo seja crime na maioria dos países, a partir dos anos 60, grupos de jovens passaram a se manifestar impunemente como neonazistas, principalmente nos EUA, na Alemanha e no Reino Unido.

Os alvos de discriminação são quase os mesmos, com algumas inclusões: nos EUA, por exemplo, latinos e são vistos como os causadores de problemas sociais (violência, desemprego etc.). Em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estados brasileiros com maior concentração de grupos de extrema direita, o ódio também se destina a nordestinos.

 

Continua após a publicidade

Essas agremiações podem inclusive se oficializar como partidos políticos:

 

Continua após a publicidade

Otávio Silveira/Mundo Estranho

Aliança Nacional (EUA)
Fundada em 1974 pelo físico William Luther Pierce, enaltece os feitos de Hitler. Morto em 2002, Pierce era amigo de George Lincoln Rockwell, líder do Partido Nazista Americano (fundado em 1959) e autor da expressão “white power” (“poder branco”), popular entre grupos que pregam a supremacia dos brancos.

 

Continua após a publicidade

Otávio Silveira/Mundo Estranho

Frente Nacional (Inglaterra)
Partido político britânico de extrema direita, surgiu nos anos 70 e ganhou força a partir dos anos 80. Aceita somente membros de cor branca. Apesar de negar publicamente ter diretrizes neonazistas, trabalha em parceria com a comunidade virtual Stormfront, dos EUA, conhecida por pregar a supremacia ariana.

 

Continua após a publicidade

Otávio Silveira/Mundo Estranho

Partido Nacional Democrata NPD (Alemanha)
Fundado em 1964, conta com representantes do parlamento alemão para manter uma ideologia conservadora e nacionalista. O partido já foi acusado de incitar o antissemitismo (racismo contra os judeus) em passeatas financiadas com recursos recebidos do Estado. Em 2003, a Corte Constitucional da Alemanha rejeitou o pedido feito pelo governo e pelo Parlamento de declarar o NPD inconstitucional.

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

Existem também os grupos não partidários: ativistas que se organizam principalmente pela internet. Alguns deles:

 

Continua após a publicidade

Otávio Silveira/Mundo Estranho

Stormfront (EUA)
Comunidade virtual iniciada em 1990 com o objetivo de promover discussões sobre a supremacia branca. Tem mais de 60 mil membros em todo o mundo, incluindo brasileiros, que usaram o site para contestar o título de Miss Universo 2011, conquistado pela negra Leila Lopes, de Angola, por exemplo.

 

Continua após a publicidade

Otávio Silveira/Mundo Estranho

Aryan Nations (EUA)
Fundado em meados dos anos 70, foi inspirado no já falecido escritor David Lane, fundador do grupo nacionalista The Order, que matou o radialista e advogado judeu Alan Berg por causa de suas críticas ao grupo. Lane também criou uma frase usada como lema do White Power: “Devemos assegurar a existência do nosso povo e um futuro para as crianças brancas”. No nazismo, o conceito de ariano abrange os brancos europeus, que seriam descendentes de uma antiga raça superior. O termo arya, em sânscrito, significa “nobre”.

 

Continua após a publicidade

Otávio Silveira/Mundo Estranho

White Aryan Resistance WAR (EUA)

Principal grupo da filosofia White Power (supremacia dos brancos), fundado por Tom Metzger no início dos anos 80. O líder é autor de frases como “O judaísmo é uma conspiração contra todas as raças”. Em 1998, Metzger foi condenado a pagar US$ 3 milhões pela morte de um imigrante etíope por membros do movimento.

 

Continua após a publicidade

CONSULTORIA Adriana Abreu Magalhães Dias, cientista social e antropóloga da Unicamp, Alexandre Almeida, cientista social da PUC-SP, e René Gertz, professor de história da PUC-RS e da UFRGS FONTES Sites Brasil Escola e UOL Educação

 

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Transforme sua curiosidade em conhecimento. Assine a Super e continue lendo

Impressa + Digital

Plano completo da Super! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao Site da SUPER, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

Receba mensalmente a SUPER impressa mais acesso imediato às edições digitais no App SUPER, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Acesso ilimitado ao Site da SUPER, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

App SUPER para celular e tablet, atualizado mensalmente.

a partir de R$ 12,90/mês