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Qual foi o primeiro país a aceitar mulheres nas Forças Armadas?

Mulheres em posições de combate ainda são raras devido a impedimentos legislativos

Por Fábio Laudônio - Atualizado em 4 jul 2018, 20h26 - Publicado em 4 abr 2016, 18h40

Foi a Rússia, com o Primeiro Batalhão Feminino da Morte, criado em 1917 por Maria Bochkareva com autorização do ministro de Guerra russo da época, Alexander Kerensky.

Esse Exército feminino de 300 soldadas enfrentou os alemães na cidade de Smarhon durante a 1ª Guerra Mundial, abrindo caminho para o ingresso oficial de mulheres nas frentes de combate russas. Antes disso, porém, muitos países tiveram mulheres combatendo extraoficialmente — a maioria disfarçada de homem.

A exceção foi a norte-americana Margaret Corbin, que, em 1776, lutou sem disfarce ao lado do marido militar na Guerra da Revolução Americana. Em 1779, o Congresso Americano a condecorou com o título de soldada, tornando-a a primeira mulher norte-americana a conseguir tal feito.

Apesar disso, mulheres em posições de combate ainda são raras devido a impedimentos legislativos. No Brasil, por exemplo, elas só podem ocupar funções administrativas ou na área de saúde. Mas, em 2016, saiu o primeiro edital convocando mulheres combatentes. As aprovadas ingressaram na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) em 2017 e se tornarão, em 2021, oficiais de infantaria, cavalaria ou artilharia, entre outras áreas.

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PERGUNTA DO LEITOR Gabriel Silva Barreto, Itaquaquecetuba, SP

FONTES Sites History, USArmy, The Women’s Memorial, infoplease, BBC e livro A Military History of Russia: From Ivan the Terrible to the War in Chechnya, de David Stone

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