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Segredos da CIA: o túnel para enganar os soviéticos em Berlim

Operação foi um dos grandes fracassos da agência americana

Por Yuri Vasconcelos
Atualizado em 22 fev 2024, 10h10 - Publicado em 29 set 2017, 18h01

Ilustra Daniel Rosini
Edição Felipe van Deursen

O FIASCO DE BERLIM
A capital alemã era o centro das tensões na Guerra Fria. Para atrapalhar os soviéticos, a CIA construiu um túnel que cruzava a cidade dividida

Onde – Berlim, Alemanha
Objetivo – Interceptar ligações da URSS
Status – Fracassado

Leia a série “Os segredos mais sujos da CIA”:
– A caçada a Osama bin Laden  
– Os planos para invadir todos os celulares do mundo
– O túnel para enganar os soviéticos em Berlim
– O projeto sinistro para criar agentes zumbis
– Como a CIA arquitetou o golpe militar no Chile
– A influência da CIA na política brasileira
– Os animais que quase viraram espiões

 

(Daniel Rosini/Mundo Estranho)

1 – BURACO QUENTE
Nos anos 50, a capital alemã era dividida entre os vencedores da 2ª Guerra. Berlim Oriental ficou com a União Soviética e Berlim Ocidental, com Reino Unido, França e EUA. A CIA decidiu cavar um túnel de 450 m que partia de uma instalação militar, no lado ocidental, até uma rede telefônica subterrânea, no oriental. O entroncamento ficava 68 cm abaixo de uma rodovia

EM OBRAS
Batizado de Operação Ouro, o plano contou com a ajuda de agentes do serviço secreto britânico, que já havia feito uma operação semelhante em Viena (a capital da Áustria, antes dominada pelos nazistas, também foi ocupada e dividida pelos Aliados). O túnel levou 11 meses para ficar pronto, e em 1955 a ligação clandestina foi ativada

2 – MICO INTERNACIONAL
Por 14 meses, espiões da CIA e do MI6 (braço do serviço secreto britânico voltado a operações internacionais) escutaram 40 mil horas de conversas entre alemães orientais e soviéticos. Mas, na noite de 21 de abril de 1956, militares russos e alemães anunciaram com estardalhaço a descoberta do túnel. Na presença da imprensa, desenterraram e destruíram a passagem subterrânea

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3 – TRAIRAGEM
A operação naufragou por causa de um trabalho de contraespionagem. O britânico George Blake era um espião duplo, e ele já tinha alertado os soviéticos sobre o túnel antes mesmo da construção. Os russos deixaram o projeto ir adiante e alimentaram as comunicações com informações falsas. O fracasso foi uma grande humilhação para a CIA e os EUA no início da Guerra Fria

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FONTES Livro Legado de Cinzas, de Tim Weiner; BBC, CIA, Estadão, O Globo, The Guardian, The Independent, National Geographic, El País, Scientific American, Telegraph, Terra, UFMG, Último Segundo, UOL e Zero Hora

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