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23% das preescrições de antibiótico são desnecessárias, diz estudo

Em nível populacional, 1 em cada 7 pessoas recebeu um antibiótico prescrito incorretamente.

Por Ingrid Luisa
Atualizado em 12 mar 2024, 11h28 - Publicado em 18 jan 2019, 16h37

No final de 2018, a OMS liberou um relatório sobre o uso internacional de antibióticos, após coletar dados em 65 países e territórios. O Brasil mostrou média superior a dos países da Europa e é o campeão absoluto das Américas: há 22 brasileiros tomando antibióticos a cada mil habitantes.

Os prejuízos do uso excessivo de antibióticos são muito conhecidos:  essas drogas se tornam ineficazes para condições que normalmente poderiam tratar, já que as bactérias podem desenvolver resistência a elas. À medida que mais “superbactérias” surgem, haverá menos opções de antibióticos capazes de combatê-los.

Agora, um novo estudo coloca em números concretos a frequência com que os antibióticos são distribuídos em excesso: em quase 25% dos casos, eles são inadequadamente prescritos.

Divididos por idade, os resultados mostram que os erros são mais comuns quando os pacientes são adultos (25% dos casos) do que quando são crianças (17%).

Para chegar nessa conclusão, os autores do estudo analisaram mais de 15 milhões de prescrições de antibióticos preenchidos por mais de 19 milhões de pessoas em 2016. Os pesquisadores classificaram cada prescrição como apropriada (no caso de um diagnóstico que sempre justifica o uso de antibióticos, como uma grave infecção bacteriana), potencialmente apropriada (se a doença, em si, pode ser tratada corretamente com antibióticos, mas cujo tratamento pode depender do quadro do paciente) ou inadequada (nos casos em que o tratamento com antibióticos não adianta nada, nem faz sentido, como uma doença viral).

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O resultado mostrou que em apenas 12% dos casos os antibióticos eram receitados de maneira correta. Já 23% das prescrições era totalmente inadequada. Ou seja, era muita gente com diagnósticos que só poderiam ser causados por agentes como vírus e fungos, que nada têm a ver com bactérias.

De acordo com o estudo, porém, a maior parte das prescrições estava errada por um motivo mais sutil: os antibióticos acabavam receitados com frequência excessiva para doenças que podem, sim, ser causadas por bactérias – mas que, na maioria dos casos, são apenas obras de vírus, como as infecções infecções do trato respiratório superior.

“Essas descobertas são impressionantes”, diz o Dr. Kao-Ping Chua, professor assistente de pediatria da Michigan Medical School University, que liderou o estudo. “Em nível populacional, uma em cada sete pessoas no estudo recebeu pelo menos uma prescrição de antibiótico inapropriada durante o ano”.

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