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A poluição interfere no desempenho dos atletas?

Por 30 jun 2008, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h13

Texto Daniel Schneider

Sim, e muito. Tudo por causa de gases tóxicos como ozônio, monóxido e dióxido de carbono (CO e CO2), que diminuem sensivelmente a capacidade de oxigenação do organismo (veja o infográfico ao lado). Mas não vale qualquer poluição. Em São Paulo, por exemplo, a 3a cidade mais poluída da América Latina, os atletas conseguem praticar seus esportes sem grandes dramas. Já em Pequim, sede da Olimpíada que começa em agosto, a história é outra. A poluição de lá, que é 3 vezes maior que a da capital paulista, fez atletas como Haile Gebreselassie, recordista mundial de maratona, pedir arrego. Ele, que sofre de asma, desistiu de participar da prova com receio de passar mal e ter seu desempenho prejudicado.

Apesar do investimento de mais de US$ 17 bilhões do governo chinês no controle da poluição, o Comitê Olímpico Internacional admitiu que, por causa da contaminação do ar, nesta edição dos Jogos não se esperam novos recordes ao ar livre.

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Sem oxigênio?

O ar (muito) poluído pode gerar de cãibras a infarto

Respire fundo

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Um atleta respira 20 vezes mais ar que uma pessoa comum. Em uma cidade como Pequim, isso significa inspirar 4 vezes mais CO, CO2, ozônio e poeira do que o corpo tolera.

Ninguém entra

Quando chega aos pulmões, o CO2 em alta concentração atrapalha o trabalho das hemácias, células responsáveis por levar oxigênio ao organismo. Para compensar, o pulmão aumenta o ritmo de funcionamento.

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Sem lugar

O CO é ainda mais cruel: ele rouba o lugar do oxigênio nas hemácias. Pouco oxigenados, os músculos perdem força e podem sofrer com cãibras. A falta de oxigênio no cérebro causa tonturas e, em casos extremos, leva ao coma.

Empoeirado

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As micropartículas de sujeira grudam nos cantos dos pulmões, causando irritação, tosse crônica e inflamações. Algumas vão para a corrente sanguínea e, a longo prazo, acabam endurecendo as paredes dos vasos.

Caminho estreito

Na corrente sanguínea, o ozônio converte colesterol em placas de gordura, que grudam nos vasos, diminuindo sua flexibilidade. Para continuar bombeando sangue, o coração tem que trabalhar sob alta pressão. Isso eleva o risco de hemorragias e infarto.

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