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Alface contaminada faz vítimas em 29 estados dos EUA

Verdura já deixou 149 pessoas doentes, com 17 casos de falência renal e uma morte; supermercados estão recolhendo o produto, mas número de incidentes continua a crescer

O problema está relacionado à alface romana plantada em Yuma, no estado do Arizona, que é comercializada em todo o país – e, por motivos ainda não elucidados, está contaminada com a bactéria Escherichia coli. Segundo dados do Center for Disease Control (CDC), que está monitorando o caso, 149 pessoas passaram mal após consumir a alface, com 64 hospitalizações e uma morte.

A bactéria é de uma cepa chamada O157:H7, e provoca os sintomas tradicionais de infecção pela E.coli, como diarréia e vômito. Mas também produz uma toxina que pode causar síndrome hemolítico-urêmica, um tipo de comprometimento renal que pode levar à morte ou deixar sequelas permanentes. O CDC ainda não sabe como a bactéria, que é transmitida pelo contato com fezes de animais, foi parar nas plantações de alface. Em 2006, plantações de espinafre na Califórnia foram contaminadas pela E.coli após serem invadidas por gado.

Até o momento, o governo dos EUA não determinou o recolhimento dos pés de alface romana à venda no país, limitando-se a orientar a população a não consumir aqueles provenientes de Yuma. Supermercados de vários estados deixaram de vender o produto, mas o número de vítimas tem continuado a crescer nas últimas semanas. Os sintomas aparecem 4 dias, em média, após a ingestão da alface contaminada.

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