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Batata frita é mais benéfica que a cozida

Mas tudo depende de como você frita.

Por Ana Carolina Leonardi - Atualizado em 5 dez 2017, 18h33 - Publicado em 26 jan 2017, 14h01

Para alegria geral, a ciência voltou a encontrar benefícios surpreendentes em comidas demonizadas pelos defensores da alimentação saudável. E a hora chegou: as incríveis, crocantes e douradas batatas fritas estão oficialmente redimidas.

Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, descobriu que vegetais fritos podem trazer mais vantagens para o corpo do que quando são cozidos — desde que a fritura seja feita em azeite extravirgem.

A universidade espanhola estava estudando a famosa dieta mediterrânea, que  já foi associada a prevenção de doenças degenerativas por ser rica em antioxidantes. A alimentação típica da região é  rica em vegetais frescos e azeite extravirgem — que, segundo os pesquisadores, não só contém vitaminas C, E e betacarotenos, mas também outro grupo de antioxidantes chamados de fenóis.

Vegetais crus como batata, abóbora, berinjela e tomate são cheios de fenóis, mas os pesquisadores queriam descobrir se esses antioxidantes se perdiam quando os alimentos passavam por algum processo de cozimento.

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Aí testaram formas diferentes de preparar os alimentos: fritar mergulhando em azeite extravirgem, cozinhar em água, cozinhar em água com óleo e saltear.

O que eles descobriram é que a quantidade de fenóis não muda muito quando a batata e os outros vegetais são cozidos. Mas, quando passam pelo azeite extravirgem, que também é rico em fenóis, esses compostos são transferidos para a comida — aí a quantidade de fenóis dá um salto.

As calorias e gorduras dos alimentos, é claro, também aumentaram. Mas os pesquisadores acreditam que os resultados desafiam a ideia corrente de que toda fritura é ruim: não só a quantidade de fenóis aumentou mais que em qualquer outro método de preparo, mas o potencial antioxidativo desses compostos foi mantido. Ou seja: batata frita em azeite extravirgem demonstrou um potencial maior em prevenir câncer, diabetes e outras doenças degenerativas do que a versão cozida.

Vale lembrar que os benefícios extras da batata frita observados na pesquisa vinham de um cenário bem específico. Primeiro, os fenóis transferidos para a comida vinham do do tipo mais nobre de azeite, que é obviamente mais caro e não se encontra a cada esquina. Em segundo lugar, as batatas e os demais vegetais da pesquisa estavam frescos antes de fritar, ao contrário das batatas congeladas que vemos lanchonetes afora. 

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Nada impossível de fazer, mas não tão simples quanto entrar na fila do McDonald’s. Batata frita pode ser mais saudável sim — mas não sem um toque de gourmetização.

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