Chess boxing: Peões vão à luta
Rafael Kenski
Mais de 800 pessoas, reunidas em volta do ringue, gritavam alto como se estivessem dentro do filme Rocky, o Lutador. Especialistas davam sua opinião sobre os golpes e os telões reprisavam os ataques mais potentes enquanto os dois competidores, exaustos e cheios de hematomas, se digladiavam em uma partida de… xadrez!
Foi o primeiro campeonato mundial de chess boxing, que aconteceu em novembro passado em Amsterdã, Holanda. “É a junção do principal esporte de raciocínio com o principal esporte de luta”, disse à Super o holandês Iepe Rubingh, inventor e atual campeão mundial da modalidade.
Anote as regras: os jogadores fazem um turno de quatro minutos no tabuleiro, em seguida trocam socos por dois minutos, voltam a se bater no xadrez e seguem assim por 11 rounds. O jogo acaba com um nocaute, um xeque-mate (ou seria um xeque-bate?) ou quando o tempo se esgota.
Não é nada fácil: “A adrenalina bloqueia a reflexão e é preciso usar estratégias para controlá-la, como conter a agressividade no boxe”, afirma Iepe. Já estão agendadas novas partidas (e uma demonstração na Olimpíada de Atenas), mas os praticantes não acreditam que o boxadrez se tornará um esporte das massas. “Requer um enorme controle do corpo e da mente. Nunca vi um esporte tão extremo”, diz Iepe. Bléinnn.






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