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Como reduzir o risco de infarto? 11 minutos extras de sono, vegetais e caminhada podem ser a resposta

Mudanças pequenas nos hábitos diários podem reduzir o risco de infartos e AVCs em até 10%, segundo estudo com 53 mil participantes

Por Ana Clara Caielli Barreiro 25 mar 2026, 08h00 | Atualizado em 25 mar 2026, 11h14
Como reduzir o risco de infarto? 11 minutos extras de sono, vegetais e caminhada podem ser a resposta Priorizar nos meus resultados Google

A cada ano, entre 300 mil e 400 mil brasileiros têm um infarto – e cinco a cada sete deles resultam em morte.  Segundo o Ministério da Saúde, essa é a maior causa de morte no Brasil.

Os principais fatores de risco você provavelmente já conhece: tabagismo, hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e estresse. Levar uma vida saudável pode ser bem difícil, mas é o melhor jeito de se prevenir. Agora, um novo estudo aponta que pequenas medidas podem ter impactos maiores que os imaginados na saúde.

Uma nova pesquisa, conduzida por cientistas do Brasil, Chile e Austrália, analisou dados de mais de 53 mil pessoas do Reino Unido ao longo de oito anos. Os participantes estavam na meia-idade e foram monitorados por dispositivos como relógios inteligentes, que coletaram informações sobre sono e atividade física, e informaram seus hábitos alimentares por meio de questionários.

Ao longo do período de análise, ocorreram 2.034 eventos cardiovasculares graves. Comparando o que havia de comum nesses eventos, os cientistas encontraram boas notícias: dormir 11 minutos a mais, fazer 4,5 minutos extras de atividade física moderada a vigorosa (como subir escadas, caminhar em ritmo acelerado, dançar ou nadar) e consumir 50 gramas adicionais de vegetais por dia pode reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como infartos e derrames.

Mas, atenção. Tudo isso é comparado com a média da população: se uma pessoa não come nada de vegetais e passar  a comer 50 gramas por dia, não vai funcionar do mesmo jeito (muito menos se dormir por apenas onze minutos ou fazer apenas 4,5 minutos de exercício diário). Não é uma fórmula mágica.  Na prática, o que esses dados apontam é que alimentação, sono e exercício levemente acima das médias têm efeitos relevantes para a saúde cardiovascular.

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Segundo o estudo, publicado no periódico científico European Journal of Preventive Cardiology, esse conjunto de mudanças cotidianas pode reduzir o risco em até 10%. 

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“Mostramos que combinar pequenas mudanças em algumas áreas de nossas vidas pode ter um impacto positivo surpreendentemente grande em nossa saúde cardiovascular. Esta é uma notícia muito encorajadora, porque fazer algumas pequenas mudanças combinadas é provavelmente mais viável e sustentável para a maioria das pessoas do que tentar grandes mudanças em um único comportamento”, diz o Dr. Nicholas Koemel, principal autor da pesquisa, em comunicado.

Com esses dados, o estudo estimou a combinação “ideal” de práticas que poderia reduzir significativamente esses eventos: cerca de nove horas de sono por noite, pelo menos 42 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa e uma dieta equilibrada. Pessoas com esse estilo de vida apresentam um risco 57% menor de eventos cardíacos graves em comparação com os perfis menos saudáveis.

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O estudo é observacional, ou seja, não permite estabelecer com exatidão uma relação de causa e efeito entre o estilo de vida e o risco de ataques cardíacos. Essa relação poderá ser investigada com mais precisão em estudos futuros. Por enquanto, não faz mal tentar incorporar as mudanças na rotina. 

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