GABRILA65162183544miv_Superinteressante Created with Sketch.

Como se faz uma cirurgia de redução da mama?

Técnica mais comum é a do "T invertido"

Pergunta da leitora Maria de Jesus Oliveira, Fortaleza, CE
Ilustra Érika Onodera
Edição Felipe van Deursen

Existem alguns métodos. A mamoplastia redutora é indicada a quem tem mamas muito volumosas, o que provoca desconforto e dores nas costas e no pescoço.

Peitos generosos atrapalham atividades simples, como caminhar ou escolher um sutiã legal (o peso faz com que a alça do sutiã deixe uma marca profunda nos ombros). A cirurgia é indicada após o desenvolvimento das mamas, no fim da puberdade. Não há um volume máximo, mas é difícil retirar mais de 800 g, o equivalente a duas bolas de futebol.

 

 (Erika Onodera/Mundo Estranho)

1. Após a anestesia, o médico faz marcações a caneta no corpo da paciente, para destacar o que está sobrando e o que deve ficar

2. Na incisão, remove-se excesso de gordura e de pele. Em mamas muito largas, uma lipoaspiração pode melhorar o contorno do tórax. A técnica do “T” invertido é a mais comum, porque também reverte pequenas quedas dos seios

3. No fim, são feitos pontos profundos para sustentar os seios. A “T” é que deixa a maior marca, mas médicos dizem que não importa o tamanho da cicatriz, desde que seja feita direito: uma cicatriz grande bem posicionada é melhor que uma pequena e malfeita

4. PÓS-OPERATÓRIO Apesar de raro, há risco de perda de sensibilidade e de incapacidade de amamentação. Deve-se evitar elevar os braços por 15 dias. Para manter tudo no novo lugar, também vale usar sutiã cirúrgico por até dois meses

 

Outros métodos
Além da técnica do “T invertido”, há três tipos de incisão

 (Erika Onodera/Mundo Estranho)

Periareolar
Indicada para peitos não muito volumosos (a queda da mama é discreta e não há necessidade de grandes reduções). Para os muito grandes, só o “T” é recomendado

 

 (Erika Onodera/Mundo Estranho)

Vertical
A técnica permite reduzir o volume em pequena quantidade e levantar a posição do mamilo. Indicada para mamas de tamanho médio

 

 (Erika Onodera/Mundo Estranho)

“L”
Para casos em que o excesso está mais na lateral do que no centro dos seios. Deixa uma cicatriz menor que a da técnica do “T invertido”

Veja também

Consultoria Ana Claudia Roxo, cirurgiã plástica e especialista em reconstrução de mama pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e Carla Peterli, cirurgiã plástica da clínica Arte & Plástica (Cascavel, PR)

Newsletter Conteúdo exclusivo para você