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Pode-se misturar bebidas alcoólicas e antibióticos?

O motivo não está na interação química entre os remédios e a bebida - e, sim, numa questão mais prosaica.

Por Rodrigo Vergara - Atualizado em 2 nov 2016, 19h16 - Publicado em 31 jan 2002, 22h00

Melhor não. E, além disso, o consumo de álcool é desaconselhado também para quem estiver tomando analgésicos ou anti-inflamatórios. O motivo não está na interação química entre os remédios e a bebida – e, sim, numa questão mais prosaica. “O álcool inibe a produção do hormônio antidiurético HDA. Com isso, o indivíduo urina mais, eliminando com maior rapidez qualquer medicamento que estiver circulando pela corrente sanguínea”, afirma o médico farmacologista Sérgio Ferreira, pesquisador da USP. No caso do antibiótico, cuja concentração no sangue deve ser mantida estável para combater a infecção, isso reduz o efeito do remédio. Se a infecção for urinária, há ainda outro agravante: as bebidas alcoólicas irritam os canais que conduzem a urina e pioram a doença.

Para aqueles que diante de uma cervejinha esquecem qualquer doença, resta um último aviso: alguns antibióticos – como a tetraciclina – e outros medicamentos anti-infecciosos impedem que o álcool seja metabolizado. O resultado é uma série de sintomas muito conhecidos pelos bons de copo: uma baita ressaca.

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