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Fumar cigarro custa US$ 2,3 milhões ao longo da vida, diz estudo

O custo principal, segundo o estudo, não é o preço do maço - e sim a grana que o fumante deixa de ganhar.

Por Ana Carolina Leonardi Atualizado em 6 fev 2017, 16h20 - Publicado em 6 fev 2017, 15h50

Quanto custa fumar a vida inteira? De acordo com uma pesquisa americana, US$ 2,3 milhões (R$ 7,17 mi), dependendo de onde o fumante mora. A análise foi realizada pelo site de finanças pessoais WalletHub. E a conta não se baseia apenas no preço do maço de cigarros – a parte mais interessante do estudo são os custos não tão óbvios de manter o hábito.

A pesquisa levou em conta os custos nos 50 estados americanos – então as figuras não se aplicam, diretamente, a qualquer lugar do mundo. Em Nova York, por exemplo, o cigarro é o mais caro do país, assim como os custos de saúde. Foi lá que o WalletHub encontrou o gasto de US$ 2,3 milhões durante uma vida de tabagismo. Já no Kentucky, onde tudo é mais barato, esse custo caiu para US$ 1,1 milhão.

Cigarro
Mas como eles chegaram a esse número? Primeiro, criaram um “perfil do fumante médio”, uma pessoa que começou a fumar com 18 anos e fuma um maço por dia. Um fumante vive, em média, até os 69 anos. Aí, o cálculo dos gastos básicos foi simples: multiplicar o custo de 1 maço pelo número de dias em 51 anos.

Saúde
Eles também buscaram os números estaduais dos custos com saúde devido ao tabagismo. Dividiram essa figura pelo número total de fumantes por estado e, de novo, multiplicaram por 51 anos.

Salário
Fumantes ganham menos que seus colegas não fumantes, na média estadounidense. Pesquisas como a do Banco Federal de Atlanta colocam esse prejuízo em uma taxa de até 20% – mas só 8% da diminuição do salário teria ligação direta com o cigarro. Por isso, a Wallethub tirou 8% da renda familiar média dos EUA e adicionou esse número ao prejuízo causado pelo cigarro.

Custo de oportunidade
Até aí, o preço de fumar a vida toda só chegava a US$ 676 mil, mesmo em Nova York, o estado mais caro. Mas aí o Wallethub resolveu calcular quanto dinheiro os tabagistas poderiam ter ganhado se tivessem gastado o dinheiro dedicado ao cigarro investindo na bolsa.

Pegaram a média histórica das taxas de retorno das 500 maiores empresas listadas pela consultora financeira S&P. Depois, descontaram a inflação do período. Resultado: a maior parte do prejuízo financeiro do cigarro não é o dinheiro ativamente gasto com ele, mas a perda da oportunidade de ganhar bem mais dinheiro com outras coisas.

Pensar que todo mundo seria milionário se tivesse parado de fumar na juventude não é o argumento mais sólido do mundo. É como a piada em que o fumante que é acusado de ter gasto o equivalente a uma Ferrari em cigarros – por um não fumante que também não tem Ferrari nenhuma. Não dá para ignorar o impacto que os prazeres imediatos têm na vida das pessoas. Por causa disso é que o site FastCoExist recomendou: não se preocupe demais com a bolsa. Se mude para o Kentucky.

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