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Grupo antivacinação patrocina estudo… que não encontra nenhuma relação entre vacinas e autismo

É só mais um na alta pilha de evidências que refutam o mito

Por Fábio Marton
Atualizado em 31 out 2016, 19h05 - Publicado em 8 out 2015, 18h08

Vamos começar por aqui: do ponto de vista da ciência – isto é, da realidade, quando falamos em coisas objetivas como doenças – vacinas não causam autismo. Estudo após estudo, nenhum achou qualquer relação – e isso já havia sido provado em 2004, muito antes da moda da antivacinação chegar às praias (e coberturas duplex) tupiniquins.

Então o que se segue é apenas mais um no topo da pilha de evidências que reforçam esse consenso. O grupo antivacinação SafeMinds patrocinou um estudo multidisciplinar que testou a aplicação da vacine tríplice em 79 filhotes de macaco Rhesus. Um terço deles recebeu a vacina comum, outro, apenas uma solução salina e o terceiro, uma versão com timerosal, considerado pelo movimento antivacinação como um dos maiores suspeitos de causar autismo – apesar de ele não estar mais nas vacinas dos Estados Unidos, país de origem do grupo, desde o fim dos anos 90. (No Brasil, foi banido pelo Ministério da Saúde em 2001, não por suspeita de autismo, mas por conter mercúrio. Era o ingrediente ativo daquele velho terror da infância, o Mertiolate. Mas ainda é usado em vacinas, em concentrações pequenas, como agente anticontaminação.)

Voltando à pesquisa, em testes cognitivos, os macaquinhos vacinados não mostraram qualquer diferença daqueles que receberam as vacinas, com ou sem timerosal, tanto faz. Agora, a parte triste: para poder avaliar a fundo seus cérebros, as cobaias sofreram eutanásia. Nas autópsias, mostraram, novamente, zero diferença dos que não receberam nada.  

Você pode creditar essas mortes a responder a uma paranoia infundada. O movimento antivacinação nasceu de um único estudo de 1998 – que foi retirado, porque era, simplesmente, uma fraude. Quanto ao autismo – mais propriamente, desordens do espectro autista – o consenso é que a genética tenha um papel crucial, se não o único. Em março, foi encontrada uma relação entre o risco para o transtorno e os genes ligados normalmente à inteligência.

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Enfim, sério: não entre nessa. Em 2011, um pequeno surto de sarampo teve início na Vila Madalena, São Paulo, atingindo 11 crianças, quatro delas com menos de um ano. O último surto no Brasil tinha acontecido em 2000, no Acre. Sarampo pode matar. Vacina não causa autismo. Fechamos?

 

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