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Meio máquina, meio humano

Cirurgiões da Univeridade de Minnesota estão usando células vivas do fígado para forrar um fígado artificial enquanto o paciente se recupera de alguma doença ou espera um transplante.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h37 - Publicado em 29 fev 1992, 22h00

Cirurgiões americanos da Universidade de Minnesota estão usando células vivas do fígado para forrar um fígado artificial. Trata-se de um emaranhado de tubos finos — similar ao aparelho de hemodiálise usado para suprir a falência dos rins -, que substitui o órgão, enquanto o paciente se recupera de alguma doença ou espera um transplante. Usar células vivas foi a única maneira encontrada para desenvolver esse sistema. Pois as complexas células do fígado realizam várias funções ao mesmo tempo, desde neutralizar toxinas até preparar glicose para que possa ser usada como combustível por todo o organismo. Ou seja, é difícil substituí-las por mecanismos artificiais. 

Por isso, os cientistas retiraram as células do fígado de ratos, mergulhando-as no sangue desses animais, para que não perdessem o hábito de trabalhar. Em seguida, elas foram misturadas com colágeno, a proteína capaz de costurar uma célula na outra. O coquetel resultou em uma gelatina que permitia às células grudarem nas paredes do fígado artificial. Em breve, um aparelho cerca de cem vezes maior do que o dos roedores será testado no homem — dessa vez, claro, forrado com células humanas.

 

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