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Morar perto de grandes avenidas aumenta a chance de ter demência

Melhor procurar uma casa no mato da próxima vez.

Por Karin Hueck - 5 jan 2017, 12h34

Má notícia para quem mora nas capitais do Brasil. Um estudo do Instituto de Saúde Pública de Ontário, no Canadá, descobriu que quem passa a vida perto de avenidas movimentadas tem chances 7% maiores de desenvolver demência ao final da vida.

A pesquisa analisou 6,5 milhões de ontarianos de 20 a 85 anos, a partir de seus CEPs. E a correlação estava lá: quem morava a 50 metros de grandes avenidas (cerca de meio quarteirão) ficava mais suscetível a doenças do que quem morava a pelo menos 300 metros. O motivo, acreditam os cientistas, está na poluição do ar e no barulho – que são de enlouquecer qualquer um.

Se o voluntário morasse entre 50 e 100 metros das avenidas, suas chances de demência caíam para 4%, e quem morava entre 100 e 200 metros tinha apenas um risco 2% maior de desenvolver a doença.

“Apesar dos efeitos cada vez mais preocupantes das doenças neurodegenerativas, ainda não sabemos ao certo as suas causas. Há indícios que associam o trânsito a esses males. Alguns estudos mostram que emissões de diesel podem causar inflamações neurológicas. E já se provou que o barulho diminui a capacidade cognitiva em ratos”, escreveram os autores do estudo.

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Os pesquisadores também investigaram a relação dos CEPs dos moradores com outras doenças, como Mal de Parkinson ou esclerose múltipla – mas não houve ligação nesses casos.

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