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Nasce primeiro bebê gerado por nova técnica de congelamento de óvulos

A mãe enfrentava um câncer e decidiu retirar os óvulos ainda imaturos. Eles foram amadurecidos em laboratório - e ficaram guardados por cinco anos.

Por Carolina Fioratti - 19 fev 2020, 16h35

As técnicas de congelamento de óvulos são cada vez mais utilizadas por mulheres que desejam preservar a chance de ser mãe. Foi o que aconteceu com uma paciente do hospital universitário Antoine Béclère, em Clamart (França). Aos 29 anos, ela descobriu um câncer de mama e, em breve, deveria começar a quimioterapia. Como o tratamento poderia deixá-la infértil, a paciente foi aconselhada a congelar seus óvulos. Ela fez isso – mas usando um novo método. 

Normalmente, as mulheres que se submetem ao congelamento tomam hormônios, para estimular a ovulação. Mas, no caso da paciente francesa (cujo nome não foi divulgado), isso não era possível – pois poderia atrapalhar o combate ao tumor dela. Então os médicos coletaram óvulos imaturos, e os submeteram a um processo de amadurecimento em laboratório. Eles foram, então, congelados. 

Após cinco anos, já sem sinais do câncer, a mulher decidiu que iria engravidar – mas como esperado, estava infértil. Resolveu procurar o hospital. Os médicos descongelaram sete óvulos dela, dos quais seis sobreviveram. Então, foram fertilizados por meio de injeções de esperma
e implantados na mulher. O embrião se desenvolveu de forma saudável, e a gestação foi um sucesso. O bebê, um menino chamado Jules, nasceu em 6 de julho de 2019. O caso só foi relatado agora

Na técnica utilizada pelo hospital francês, os óvulos foram retirados dos ovários ainda em estado inicial e amadurecidos em laboratório por um ou dois dias. Depois disso, foram vitrificados, ou seja, as células foram congeladas. 

Outras mulheres, que também passaram pelo mesmo método de maturação e congelamento, agora estão grávidas. Uma tratava câncer de mama e outra um linfoma. Ambos os processos estão sendo acompanhados no hospital de Clamart.

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