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OMS declara pandemia do coronavírus. Mas o que isso significa?

Entenda a diferença entre surto, epidemia e pandemia – e por que o coronavírus se enquadra no último caso

Por Maria Clara Rossini Atualizado em 25 mar 2020, 12h25 - Publicado em 11 mar 2020, 16h29

A Organização Mundial da Saúde declarou, nesta quarta-feira (11), estado de pandemia do novo coronavírus. Segundo o órgão, o número de casos, mortes e países afetados só deve aumentar. Mais de 100 países já são afetados pelo vírus – incluindo o Brasil, com 98 casos confirmados.

O nome “pandemia” assusta, mas não muda nada na realidade da proliferação do vírus. Ela é usada quando uma doença não se restringe apenas a uma região específica, mas sim por todo o globo. Inicialmente, o vírus estava apenas na China, mas se espalhou rápido assim que saiu da região. Metade dos países infectados pelo coronavírus apresentou seu primeiro caso nos últimos 10 dias.

“A declaração de uma pandemia não é como a de uma emergência internacional – é uma caracterização ou descrição de uma situação, não é uma mudança nela, disse o diretor-executivo de emergências da OMS, Michael Ryan. Segundo a OMS, o novo estado não muda a posição da organização frente ao vírus. As recomendações para o combate ao vírus continuam as mesmas. Tanto a OMS quanto os países afetados devem manter e ampliar as ações que já vêm sendo feitas.

Assim que surgiu, o coronavírus era classificado como um surto. Ele acontece quando há o aumento brusco de casos de uma doença em determinada região. Foi o que aconteceu na província de Hubei em janeiro deste ano. Um vírus misterioso apareceu na população em Wuhan, a maior cidade da província, e começou a se espalhar rapidamente. Em uma semana, os cientistas chineses já haviam sequenciado o genoma do coronavírus e compartilhado as informações com pesquisadores de todo o mundo por meio de um banco de dados.

Depois, o Covid-19 começou a se espalhar para outras regiões – primeiro a China, a Ásia, e depois chegou em países de todos os continentes. Alguns territórios classificaram a doença como uma epidemia, que é quando há um número de casos acima do esperado pelas autoridades em várias localidades. É comum, por exemplo, cidades ou estados brasileiros declararem epidemia de dengue, fazendo com que as ações de combate ao mosquito se intensifiquem.

Agora, o vírus não infecta apenas quem viajou para a China, mas também é transmitido entre outros países. O primeiro caso brasileiro, por exemplo, foi de um homem que pegou o vírus na Itália. Com a disseminação do coronavírus em escala global, a classificação evoluiu para pandemia. Na escala de disseminação de doenças, a pandemia é a mais abrangente. A gripe suína, causada pelo vírus H1N1, se encaixou nessa categoria em 2009, chegando a atingir 120 territórios do mundo em oito semanas.

Há ainda uma outra classificação, na qual o coronavírus não se encontra: a endemia. Ela não está relacionada ao número de casos, e sim à presença e sazonalidade da doença em determinada região. Acontece quando ela está permanentemente no local ano após ano. A febre amarela, por exemplo, é uma doença endêmica no Norte do Brasil.

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