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Ouça seu amigo, o coração

Alta tecnologia e métodos clássicos se unem para ver, ouvir e sentir o coração

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h38 - Publicado em 31 Maio 1998, 22h00

Xavier Bartaburu

O coração pode ter muitos inimigos, mas quando se trata de prevenção o que não falta são aliados. A Medicina dispõe hoje de uma grande variedade de ferramentas para um diagnóstico preciso. Os exames começam no consultório, com os clássicos estetoscópio e medidor de pressão. Os cardiologistas quase sempre recorrem, também, ao aparelho de eletrocardiograma, que traduz o funcionamento do coração por meio de sinais elétricos.

Quando algum comportamento anormal é detectado nesses exames, uma bateria de testes aguarda o paciente fora do consultório. O mais comum é o teste ergométrico, que avalia a capacidade cardiorrespiratória. Outro é o ecocardiograma, um ultra-som do coração, capaz de mostrar defeitos fisiológicos. A informática também é usada em exames como a ressonância magnética e a tomografia.

No teste ergométrico, o paciente é submetido a um intenso esforço físico enquanto um eletrocardiograma mede as reações do coração

Seu coração em 24 horas

O Holter é um aparelho que faz um eletrocardiograma ao longo de 24 horas. Os eletrodos são colocados no peito e ligados a um gravador, que o paciente carrega durante suas atividades diárias. O conteúdo da fita com o registro é depois transferido para um computador que detecta qualquer anormalidade. O registro pode ser feito também em 48 ou 72 horas.

Outro tipo de Holter é o de pressão ou Mapa (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial). O gravador é ligado a um aparelho de pressão que faz a medição em intervalos programados.

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Quem sabe é super

O primeiro aparelho a registrar os impulsos elétricos do coração foi montado em 1903 pelo fisiologista holandês Willem Einthoven. Mais tarde, ele batizou o aparelho de eletrocardiograma. Sua descoberta lhe valeu o Prêmio Nobel em 1924.

Os sinais de alerta

HIPERTENSÃO: A pressão normal é de doze por oito. Quando ela é alta demais, endurece os vasos sangüíneos.

COLESTEROL: Em níveis muito elevados, provoca a formação das placas de gordura que entopem as artérias.

FUMO: As substâncias tóxicas do cigarro danificam as artérias. Para quem fuma, o risco de infarto é dobrado.

SEDENTARISMO: Exercícios são fundamentais, desde que se respeite os limites do corpo.

ESTRESSE: Aumenta a adrenalina, sobrecarregando o coração.

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