“Pipoca de microondas contém ‘substâncias eternas'”. Não é bem assim…
Essa notícia correu a internet. Mas se baseia em um estudo que, na verdade, nem testou a pipoca. Entenda o caso.
O que a notícia dizia:
A pipoca está contaminada por PFAS (polifluoroalquis), uma família de compostos químicos extremamente estáveis, que não se decompõem – e vão se acumulando no organismo. Foi o que constatou um estudo (1) que analisou quatro marcas de pipoca vendidas nos EUA.
Qual é a verdade:
Os PFAS são usados como antiaderentes, para evitar que o saco de pipoca grude no milho. O estudo constatou a presença deles nas embalagens, mas não na pipoca em si – que não foi testada.
Portanto, não é possível afirmar que haja risco à saúde. Ou que, se existir, ele seja maior que o de cozinhar alimentos em panelas com revestimento antiaderente – que também contêm PFAS, e liberam fragmentos dele. Um estudo feito em 2007 pelo governo americano constatou que 98% das pessoas tinham PFAS no sangue (2).
Fontes 1. Toxic hazards in microwave popcorn. IPEN, 2023. 2. Polyfluoroalkyl Chemicals in the U.S. Population: Data from the National Health and Nutrition Examination Survey. A Calafat e outros, 2007.






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com ícone de árvore e raio, texto OFERTA RELÂMPAGO Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo de notícias](https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif)
![[RELAMPAGO] PAYWALL - 328x79 Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um ícone de raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: Super, Veja e uma menor, Guia Quatro Rodas. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada](https://super.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-328x79-1.gif)