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Por que não fumantes também podem ter câncer de pulmão?

Infelizmente, ser fumante passivo não é o único risco

ILUSTRA Tiago Lacerda
EDIÇÃO Felipe van Deursen

 (Tiago Lacerda/Mundo Estranho)

TIRA ESTA FUMAÇA DAQUI
O tabagismo está ligado à maioria dos casos de câncer de pulmão, mas há outros fatores que o causam. O mais comum deles é a condição de fumante passivo. Quem fica próximo à fumaça do cigarro tem 30% mais chances de desenvolver a doença. Mas, graças às leis de controle ao tabagismo em lugares fechados, a situação está melhorando: nos últimos oito anos, o número de fumantes passivos caiu 42% no Brasil

CASO DE FAMÍLIA
Algumas pessoas têm genes com mutações específicas que causam predisposição ao câncer. O Brasil lidera a lista de casos. Uma a cada 330 pessoas nascidas no Sul e no Sudeste é portadora de uma mutação relacionada à síndrome de Li Fraumeni, que provoca vários tumores na mesma pessoa. Nos EUA, por exemplo, a síndrome atinge uma a cada 5 mil pessoas

O GÁS DO MAL
O gás radônio é natural, incolor, inodoro – e cancerígeno. Produto da desintegração de dois elementos químicos (urânio e tório) no solo e em rochas, ele é difícil de ser notado. Em Caetite (BA), a taxa de pessoas com a doença é 19 vezes mais alta que no resto do estado. Não deu outra. Estudos comprovaram que o radônio é mais elevado por lá

POLUIÇÃO
Desde 2013, a Organização Mundial da Saúde considera a poluição ambiental uma substância cancerígena. Países como Mongólia, Paquistão, China, África do Sul e Nigéria possuem alto teor de poluição no ar e, portanto, de câncer de pulmão. Quem vive em áreas mais contaminadas tem 20% mais chance de desenvolver a doença

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  • avião internaquery_builder 30 set 2016 - 15h09
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CONSULTORIA Carolina Kawamura Haddad, oncologista clínica do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes (São Paulo)
FONTE Organização Mundial da Saúde (OMS)

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