Oferta Mês dos Pais: Receba Super em Casa por 9,90

Por que o cérebro “desliga” o olfato depois de sentir um cheiro muito forte?

Entenda a fadiga olfativa, fenômeno que reduz temporariamente a sensibilidade a odores.

Por Amanda Nascimento 2 ago 2026, 08h00
Por que o cérebro “desliga” o olfato depois de sentir um cheiro muito forte? Priorizar nos meus resultados Google

Já aconteceu de você aplicar o seu perfume favorito e, minutos depois, perceber que ele ‘sumiu’? Ou, quem sabe, chegar na casa de um amigo e sentir na hora o cheiro forte dos cachorros – enquanto seu amigo nem parece se incomodar. Talvez também já tenha entrado em um restaurante com aromas divinos, mas que somem do seu olfato em pouco tempo. 

O culpado disso tem nome: fadiga olfativa. Trata-se da perda de sensibilidade a odores após a exposição contínua a eles. Trabalhadores de cafeterias, salões de manicure ou restaurantes, por exemplo, deixam de perceber os cheiros fortes da torra, produtos químicos ou comida poucos minutos após o início do turno.

O cérebro precisa de mecanismos que reduzem a percepção de odores aos quais estamos constantemente expostos. Sem uma maneira eficaz de filtrar toda essa informação, o cérebro poderia ficar sobrecarregado por estímulos excessivos. É aí que entram adaptações naturais, como a fadiga olfativa, também chamada de cegueira olfativa, fadiga de odor ou adaptação olfativa. 

Caso o odor do ambiente chegue repetidamente aos receptores no nariz, como acontece nesses casos, os neurônios responsáveis ​​por transmitir o sinal do cheiro ao cérebro passam a responder de forma menos ativa. Assim, o cérebro entende que aquele aroma não é um perigo. Ele passa a ignorá-lo para poder focar em cheiros diferentes que venham a surgir – a exemplo do cheiro de queimado ou o de um vazamento de gás. 

Continua após a publicidade

O fenômeno, então, é uma reação normal do corpo e pode acontecer com qualquer um a qualquer hora do dia. De qualquer modo, ele é temporário e pode ser controlado com a adoção de algumas técnicas diferentes.

Por que livros novos têm aquele cheiro característico?

Continua após a publicidade

Dá pra prevenir?

Não existem muitas pesquisas sobre a fadiga olfativa e, até onde se sabe, não há um jeito de impedir que ela aconteça. Afinal de contas, trata-se de uma adaptação natural do corpo. Mas digamos que você trabalhe com o olfato em perfumarias ou é sommelier de vinhos, por exemplo. Nestes casos, existem alguns truques para minimizar o fenômeno. 

A maneira mais simples é sair do ambiente por um período e depois retornar. Isso porque, longe do estímulo, os receptores do nariz se renovam e voltam a captar o cheiro normalmente. Paradoxalmente, estar ciente do cheiro também pode reduzir a fadiga olfativa – já que assim seu cérebro concentraria mais atenção nos odores e não descansaria. Alguns relatos também apontam para o café como um agente “limpador” do olfato, devido a compostos da cafeína que podem ajudar a “resetar” os receptores nervosos responsáveis pela detecção de cheiros. (Você já deve ter visto potes com grãos de café em perfumarias).

Continua após a publicidade

Há outras estratégias com menos respaldo. Apesar de parecer estranho, praticar exercícios físicos intensos pode treinar o olfato. Um estudo de 2014 indicou que idosos que se exercitavam regularmente apresentavam um risco menor de comprometerem o olfato. Exercícios intensos, como atividades aeróbicas, tendem a aumentar o fluxo sanguíneo do corpo, inclusive no nariz, o que pode ajudar na percepção dos odores.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Fundo bege claro com um canto de parede à esquerda e uma superfície horizontal marrom na base. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada em azul escuro.Fundo texturizado em tom pêssego claro, com uma sombra vertical escura no lado esquerdo e uma pequena árvore azul escura no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 88% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA MÊS DOS PAIS

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).