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Quais os objetos mais nojentos e contaminados do nosso dia a dia?

Celular, dinheiro e tênis são velhos conhecidos. Mas você sabia que até sua escova de dente e o volante do carro estão nesse ranking?

ILUSTRAS Fido Nesti

Nojeira celular

Disque-nojeira

Tem mais coisa instalada no seu celular do que só aplicativos. E não é para menos: o aparelho recebe generosas gotículas de saliva quando você fala nele e depois é “empanado” com germes da sua mão, da sua mochila ou do seu bolso. Se tiver capinha, pior ainda: ela torna o ambiente fechado e escuro. Para completar, um estudo da London School of Hygiene & Tropical Medicine apontou que um em cada seis aparelhos britânicos estava contaminado com… fezes!

Nojeira dinheiro

Maior preju

O projeto Dinheiro Sujo, da Universidade de Nova York, revelou que uma cédula de dólar carrega pelo menos 3 mil tipos de bactérias – e cerca de 80% dos tipos sequer eram conhecidos pela ciência! O real é igualmente sujinho. E a “inflação nojenta” funciona às avessas: quanto menor o valor da nota, maior a quantidade de sujeira, porque ela circula mais por aí

Nojeira volante

Pegando carona

Como são manuseados o tempo todo e raramente são higienizados, o volante e a alavanca de câmbio dos carros recebem grande quantidade de sujeira e suor. Acabam virando “estacionamento de germes”: segundo um estudo da Universidade de Queen Mary, em Londres, a direção tem média de mil bactérias em 10 cm2. Para comparar: a tampa de um vaso sanitário tem só 80

Nojeira cama

Uma balada no seu colchão

Sua cama, na verdade, é um grande depósito de baba, flatulências, pelos, cabelos e pedaços de pele morta. Tudo isso vira fast-food para fungos (a Universidade de Manchester encontrou 16 tipos no travesseiro de pessoas sadias) e micróbios (30 variedades, segundo a Universidade de Manchester, capazes até de causar catapora, infecções de pele e alergias)

Nojeira piscina

Boca fechada!

Um tratamento adequado com cloro ajuda a neutralizar o eventual xixi de alguém que se aliviou na piscina. Ainda assim, evite beber água: pesquisadores do Centro de Controle de Doenças dos EUA encontraram desde fragmentos genéticos até coliformes fecais. Cerca de 95% das amostras continham Pseudomonas aeruginosa, germe que pode causar lesões na pele e infecções de ouvido.A mesma pesquisa apontou que, em média, todo mundo carrega cerca de 0,14 g de fezes na região da bunda

Nojeira escova de dentes

Sujando mais que limpando

Se você costuma dar descarga com o vaso destampado, acaba pulverizando o ambiente com bactérias e coliformes fecais. Eles podem ficar horas e até dias no ar. E, sim, eles vão parar na sua escova de dentes, se você deixá-la exposta por perto. Pesquisadores da Universidade de Manchester descobriram que ela pode abrigar até 10 milhões de germes, incluindo E. coli e estafilococos

Nojeira esponja

Banquete de restos

A pia da cozinha tem cerca de 500 mil bactérias – mais até do que a do banheiro. Mas nada se compara à esponja para lavar louça. Úmida e impregnada de restos de comida, pode virar um restaurante para baratas e microrganismos como Salmonella e E. coli. Se for desinfetada todo dia, dura uma semana. Mas a gente bem sabe que todo mundo usa a mesma por meses…Dica: deixar a esponja no micro-ondas por dois minutos todos os dias mata 99% das bactérias

Nojeira tênis

Por dentro e por fora

Tênis é um paraíso para as bactérias: escuro, úmido, fechado e com open bar de suor e pele morta! Segundo a Universidade do Arizona, há 2,9 mil microrganismos no interior do calçado e 421 mil na superfície externa! Eles podem causar infecções intestinais, urinárias, meningite e diarreia. Além disso, 96% das amostras continham coliformes fecais no solado

Nojeira Bolo

Parabéns pra ninguém

Talvez seja melhor recusar o bolo de festa se o aniversariante soprar as velinhas em cima do doce. Inevitavelmente, saliva se mistura com a cobertura e pode transmitir uma longa lista de doenças, desde herpes e gripe até lesões na parte interna da boca. Não adianta esperar a baba “secar”: estafilococos podem viver por horas presos nas superfícies

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FONTES Dr. Bactéria, The Clorox Company, The Cleaning Industry Research Institute, American Dental Association, Microbiome Journal, CNN, SleepJunkie.org, Barts Health NHS Trust, Huffington Post e CDC (Centers for Disease Control and Prevention)

CONSULTORIA Luis Siqueira, gerente de marketing da Oral-B

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