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Quem bebe café tem mais músculos, menos gordura e diferenças hormonais, sugere estudo

Bebida pode estar ligada a um metabolismo mais eficiente, mas pesquisa não comprova relação de causa e efeito.

Por Amanda Nascimento 21 ago 2026, 14h00 | Atualizado em 26 ago 2026, 13h51
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​O consumo de café é associado a uma série de benefícios, como o menor risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Agora, um estudo adiciona novos possíveis itens nessa lista: um metabolismo melhor e uma composição corporal mais saudável. 

A pesquisa analisou dados de 2.264 finlandeses, todos com 46 anos de idade. A Finlândia é o país que mais consome café no mundo (em números por pessoa), com média de 12 kg por habitante todos os anos. A bebida, de fato, faz parte da cultura e do cotidiano finlandês, o que torna os resultados mais interessantes, segundo especialistas. 

É importante notar que os resultados mostram uma associação, e não uma relação de causa e efeito. A pesquisa foi observacional, analisando dados de milhares de pessoas, o que pode gerar indícios científicos fortes, mas não comprova causalidade. É possível que outros fatores entrem na jogada além da bebida.

Viciados em cafeína

Entre os participantes da pesquisa, publicada na revista European Journal of Nutrition, os que bebiam café tinham níveis mais baixos de gordura corporal e maior massa muscular esquelética, em média. Esse padrão se mantinha mesmo quando a comparação era feita apenas com pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) parecidos.

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Os fãs de carteirinha, que tiveram o maior consumo de café entre o grupo estudado, demonstraram até mesmo concentrações mais baixas de aminoácidos de cadeia ramificada. Essas moléculas são associadas à resistência à insulina e a um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2.

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Níveis hormonais 

Algumas das diferenças mais claras na pesquisa foram observadas nos níveis hormonais. Os homens que mais consumiam café apresentaram níveis mais elevados de testosterona e de globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG) – proteína responsável por regular a quantidade de hormônios livres e ativos disponíveis para o corpo. 

Por outro lado, a testosterona livre (que circula no sangue e representa 2% a 3% do total do hormônio) estava mais baixa entre eles.

Já para as mulheres, houve mudanças menores. O maior consumo de café estava associado principalmente a níveis mais elevados de SHBG e a valores mais baixos de testosterona ativa e livre no sangue. 

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“O que se destacou em nossas descobertas foi uma assinatura hormonal distinta, que persistiu mesmo após considerarmos o IMC e fatores relacionados ao estilo de vida, sendo que várias dessas associações diferiram entre homens e mulheres”, afirma Luca Verroest, autor do estudo, à ScienceDaily.

Para pesquisadores, os resultados são um ponto de partida para que futuras pesquisas possam determinar se, de fato, o café provoca essas alterações biológicas. Atualmente, a maioria das pesquisas utilizam modelos animais, com o objetivo de, a longo prazo, avançar para estudos em humanos.

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