Um pulmões para dois
Com apenas o pulmão esquerdo de um doador o professor Jean Paul Couetil, do Hospital Broussais, de Paris, conseguiu transplantar dois pulmões para uma paciente que sofria de fibrose idiopática, doença que provoca grave insuficiência respiratório. Foi a primeira vez que um órgão pôde ser dividido e transformado em outros dois igualmente funcionais. O doador, em coma irreversível causado por um acidente que inutilizou seu pulmão direito, média 1,80 metro de altura e pesava 80 quilos.
A receptora, uma mulher de 40 anos, mede 1,50 metro e pesa 40 quilos. Essa diferença de peso e altura entre quem doou e quem recebeu é que permitiu a partilha do órgão. Em dez horas de operação, a equipe francesa retirou o órgão do doador, separou os lobos superior e inferior, redistribuiu artérias e veias e implantou as duas porções no tórax da paciente. “A única complicação possível é a rejeição, como em qualquer transplante”, afirma o cirurgião. A técnica deve beneficiar especialmente as crianças. Um único adulto poderá doar seus pulmões a duas crianças à espera de um transplante.






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