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4 artistas gringos que abordaram questões sociais no Brasil

Katy Perry aproveitou seu show no Rio para homenagear a vereadora Marielle Franco. Veja outros artistas que leram o jornal antes de visitar o país

Katy Perry aproveitou seu show no Rio de Janeiro neste domingo (18) para homenagear a vereadora Marielle Franco, morta a tiros ao sair de um evento sobre atuação política de mulheres negras na semana passada. A cantora exibiu uma imagem de Marielle no telão, dedicou a canção Unconditionally a ela e deixou a irmã e a filha da ativista subirem no palco. “Não importa de onde você vem, se das favelas ou das partes ricas da cidade, não importa quem você é, quem você ama ou a cor da sua pele. Esta música é para você, é sobre amor incondicional.”

Não é a primeira vez que isso acontece: seja por amor, seja por assessoria de imprensa bem feita, artistas de outros países costumam saber muito bem o que está rolando por aqui quando fazem uma visita.

Pearl Jam e a tragédia de Mariana

Em 2015, a banda americana tocou no Mineirão, em Belo Horizonte, duas semanas após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana – o maior desastre ambiental da história do país. Eles doaram US$ 100 mil aos atingidos e pediram a punição da Samarco, empresa responsável pela tragédia. O vocalista Eddie Vedder, como já é tradicional, discursou em português, lendo uma colinha – e fez o melhor que pode para acertar a pronúncia.

Alicia Keys e a demarcação de terras na Amazônia

No Rock in Rio de 2017, a cantora chamou ao palco o sambista Pretinho da Serrinha e a indígena Sônia Guajajara. A ativista discursou sobre um decreto do presidente Michel Temer que autoriza a exploração de recursos minerais por empresas privadas em uma reserva natural de 46.450 km² de floresta amazônica, na fronteira do Pará com o Amapá. Este e outros protestos forçaram o governo federal a alterar o decreto, reforçando as restrições.

James Cameron e Belo Monte

Em 2010, o diretor de Avatar – épico de ficção científica que critica a exploração irresponsável do meio ambiente – se uniu às manifestações organizadas por ambientalistas e indígenas contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. “Vocês podem perguntar o que estou fazendo aqui, mas se assistirem meu filme vocês saberão qual é meu sentimento sobre isso”, afirmou à imprensa na época. A usina já está em operação parcial, mas só será terminada em 2019. O projeto original foi alterado de várias maneiras para acomodar as demandas de ativistas.

Sting e… Belo Monte de novo

O baixista e vocalista do The Police já tinha virado lenda depois de participar de um ritual religioso com o alucinógeno ayahuasca na periferia do Rio, na década de 1990. Mas ele já era fã do Brasil muito antes disso: em 1989, visitou a Amazônia, conversou com ativistas indígenas e fundou uma associação para proteger a floresta. Em 2009, veio a São Paulo para participar de um festival de sustentabilidade e deu sua cutucada na hidrelétrica do Xingu: “Eu sou um estrangeiro, mas é importante para mim que a voz de todos os brasileiros seja ouvida. Os povos indígenas precisam participar desse processo porque estão na linha de frente [das consequências].