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7 vezes em que o Brasil fez história com a tocha olímpica

Mas não de um jeito bom: a tocha deixou uma onça morta e uma megaempresária de cara no chão.

A tocha olímpica está chegando em São Paulo depois de percorrer quase o país inteiro e deixar um rastro de boas – e tragicômicas – histórias. Veja aqui as melhores.

1. O falso falso cadeirante

Quando o atleta paraolímpico João Paulo Nascimento tentou fazer uma manobra com sua cadeira de rodas e caiu enquanto corria em Anápolis, Goiás, ele usou sua perna direita para se apoiar. Foi o que bastou para que o chamassem de “falso cadeirante”, e o usassem como exemplo de “tudo que está errado no Brasil”. Mas não era nada disso. Jogador de basquete paraolímpico (que não é disputado apenas por paraplégicos), João Paulo tem um desalinhamento dos joelhos e consegue mexer as pernas.

2. O tombo da dona Luiza

Outro momento memorável da tocha em solos brasileiros aconteceu em Franca, no interior de São Paulo, e com uma carregadora ilustre: Luiza Helena Trajano, a dona das Magazine Luiza. A mulher de 64 anos tropeçou e caiu com a chama em mãos. Socorrida pelos agentes da Força Nacional, ela logo seguiu o trajeto. “Foi uma emoção tão grande que até caí”, explicou ela em seu Instagram. Nós entendemos, Luiza, – acontece até com jovenzinhos, afinal.

3. Inimiga da onça

A maior vítima do revezamento da tocha no Brasil – além da dignidade nacional – foi a onça Juma. Quando a tocha passou por Manaus, e os organizadores acharam que seria uma boa ideia exibir um onça-pintada amarrada ao público, a pobrezinha se assustou e correu em direção a um militar. Tomou um tiro de pistola e morreu. Virou comoção nacional.

4. O desafio do Face

Em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, um rapaz de 27 anos foi preso por jogar um balde de água na tocha olímpica quando ela passava pela cidade. O homem disse que estava apenas participando de um desafio criado no Facebook que incentivava as pessoas a tentarem apagar o fogo. Ele não venceu a disputa. De fato, desde junho há grupos online que criaram eventos e tentaram organizar vaquinhas para angariar candidatos a apagar a tocha. O dinheiro seria usado para pagar a fiança dos voluntários.

5. Nada sutil

Já em Joinville, em Santa Catarina, a tentativa de apagar a chama foi menos sutil. Por lá, um homem levou um extintor de incêndio até o trajeto da tocha e disparou um jato sobre ela. Ele também não conseguiu apagar o fogo.

6. Beijo do boto

Depois da onça-pintada, o boto-cor-de-ros pôde se sentir um sobrevivente ao interagir com a tocha olímpica e sair ileso. O fogo foi levado de barco até dentro de um rio amazonense, onde o boto teve o privilégio de ver a chama de perto ar dar um pulo para fora da água. Para completar o tour pelos cenários típicos brasileiros, a tocha também chegou à tribo indígena Dessana, onde foi carregada pelo cacique.

7. O fogo é meu

Mas ninguém ganhou da Dona Irene. Estrela do canal Keké isso na TV, a senhora não se conformou que não foi escolhida para carregar a chama quando ela passou por Mossoró, no Rio Grande do Norte. Assim, resolveu invadir o trajeto da corrida e acender uma vassoura de palha com as labaredas da união mundial – e conseguiu. Felizona, ela percorreu pela cidade com a vassoura em chamas.