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Bacon polui o ambiente

Na China, é claro. Após piora nos índices de poluição, governo destruiu defumadores de porco. Mas a dieta pode ter sido em vão.

Por Carol Castro 5 dez 2015, 16h30 | Atualizado em 8 mar 2024, 15h35

Nem chester, Nem peru. Na província de Sichuan, no sudoeste da China, durante as festas do Ano-Novo Chinês (que este ano cai em 19 de fevereiro), as mesas ficam cheias de bacon. A carne de porco é defumada artesanalmente em casa ou em defumadores municipais para qualquer um usar. Nos primeiros meses do ano, a produção costuma aumentar por causa do feriado, mas em 2015 a coisa passou dos limites. Depois que o Índice de Qualidade do Ar ultrapassou o tolerável e oscilou entre ”poluição pesada” e ”poluição severa”, o governo apontou o bacon como culpado. Em janeiro, locais de defumação foram destruí- dos no município de Dazhou. A vizinha Chongquing seguiu o exemplo. Mas uma organização não governamental de proteção ambiental rechaçou a hipótese: por três dias, eles mediram o impacto no ambiente de 12 locais de defumação. E, segundo um jornal chinês, a fumaça só foi capaz de contaminar um raio de 50 metros. Quase nada perto da poluição gerada por carros e pela indústria. De fato, depois de proibir o bacon, o Índice de Qualidade do Ar se manteve no alto. O vilão, na verdade, era outro: uma fábrica de aço de Dazhou, que processa mais de 3,5 milhões de toneladas de ferro por ano. Não é a primeira vez que o governo chinês culpou inocentes: em outubro, já havia acusado fazendeiros de queimarem feno demais e poluírem o ar.

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