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Como surgiu o Fórum Econômico Mundial?

Evento começou como uma reunião de executivos europeus organizada por um professor alemão, em 1971 – e hoje recebe líderes de 130 países, ativistas e bilionários.

Por Luisa Costa
Atualizado em 16 jan 2023, 16h43 - Publicado em 16 jan 2023, 16h34

Nesta segunda-feira (16) começa o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) na cidade de Davos, na Suíça. Ao longo de uma semana, líderes políticos, empresas e representantes da sociedade civil vão debater sob o lema “Cooperação em um mundo fragmentado”. Os escolhidos para representar o Brasil são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Espera-se que mais de 2,7 mil líderes de 130 países compareçam ao evento, incluindo 51 chefes de Estado; 56 ministros de Finanças; 30 ministros do Comércio; 35 ministros de Relações Exteriores e 19 governadores de bancos centrais. Além disso, mais empresários do que nunca: 1,5 mil devem viajar até Davos neste ano.

Há também ativistas climáticos, ministros do Meio Ambiente e líderes de organizações internacionais, como Kristalina Georgieva, diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), e Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). Todos devem discutir sobre o estado atual do mundo – da economia abalada pela inflação à guerra na Ucrânia – e estabelecer prioridades para o próximo ano.

O WEF nos moldes atuais existe desde 1987. Mas sua gênese é uma reunião organizada em 1971 por um professor alemão chamado Klaus Schwab, que hoje tem 84 anos. Confira abaixo sua história.

A origem do Fórum Econômico Mundial

Klaus Schwab nasceu em 1938 em Ravensburg, no sul da Alemanha. Sua família havia se mudado para lá, vinda da Suíça, para que o pai trabalhasse como diretor na Escher Wyss AG, uma empresa de turbinas de avião. Os Schwab foram vigiados pela Gestapo, a polícia secreta da Alemanha nazista, e a mãe de Klaus chegou a ser interrogada. 

Ele se tornou doutor em engenharia pelo Instituto Federal Tecnológico da Suíça; em economia pela Universidade de Friburgo (Suíça); e em administração pública pela Universidade de Harvard (EUA). Klauss dava aulas sobre política empresarial na Universidade de Genebra quando, em 1971, organizou uma reunião de líderes corporativos europeus, que queriam tornar seus negócios mais competitivos frente às empresas americanas.

O sucesso do encontro inspirou Schwab a torná-lo anual – e assim nasceu o European Management Forum (Fórum Europeu de Gestão), já realizado no município de Davos, isolado nos Alpes Suíços.

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Em 1976, membros das mil maiores empresas do mundo participavam da agenda de conferências, que passaram a incluir questões políticas e sociais. O grupo que compunha o fórum europeu começou a patrocinar reuniões regionais em outros lugares do mundo – e, no fim da próxima década, ganhou uma dimensão muito maior.

Eles adotaram o nome World Economic Forum (Fórum Econômico Mundial) em 1987 para incluir líderes de governos e empresários do mundo todo, não só da Europa. E, desde então, a economia mundial, a pobreza, problemas ambientais e conflitos internacionais tornaram-se os assuntos dos debates em Davos.

O WEF foi duramente criticado no final dos anos 1990 por ativistas antiglobalização, e ainda hoje é visto como um “encontro de bilionários”. Em resposta, a organização estendeu convites para ONGs e países em desenvolvimento – e em 2003 começou a realizar um fórum público e aberto, realizado paralelamente ao evento principal.

Entre os feitos significativos da história do WEF está a Declaração de Davos, um acordo de não-guerra assinado pela Grécia e Turquia na reunião de 1988, e a primeira reunião, em 1992, entre Nelson Mandela e o então presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk – um evento influente para o fim do apartheid no país.

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