PREÇO BAIXOU! Revista Impressa + Digital Premium a partir de R$ 10,99/mês. Corre e assine agora!

Idosa de 97 anos supera próprio recorde de acrobacias em cima de avião e entra no Guinness Book

Betty Bromage tinha 93 anos quando entrou para o Guinness com o wing walking, um esporte radical em pleno voo. Agora, aos 97, repetiu o feito.

Por Ana Clara Caielli Barreiro 8 ago 2026, 18h00 | Atualizado em 26 ago 2026, 14h05
Idosa de 97 anos supera próprio recorde de acrobacias em cima de avião e entra no Guinness Book Priorizar nos meus resultados Google

Que tal se prender à asa de um avião enquanto ele faz acrobacias e manobras no céu? Esse é o wing walking, esporte radical que acaba de ganhar um novo recorde mundial no Guinness World Records.

Nesta terça-feira, 4 de agosto, Betty Bromage se tornou a mulher mais velha a praticar wing walking. Aos 97 anos, a britânica realizou um voo em Gloucestershire, na Inglaterra. 

O trajeto durou cerca de cinco minutos, entre a decolagem e o pouso. No ar, o avião chegou a fazer um loop the loop, manobra em que a aeronave completa um círculo vertical completo.

Um biplano azul, branco e vermelho voa inclinado no céu azul com nuvens brancas, enquanto uma pessoa em pé sobre a asa superior realiza acrobacias, deixando um rastro de fumaça branca
(Andrew Matthews - PA Images/Getty Images)
Continua após a publicidade

Betty, na verdade, estava quebrando o próprio recorde mundial, estabelecido em 2022. Ela decidiu assumir o desafio novamente para arrecadar dinheiro para o departamento de AVC do Hospital Geral de Cheltenham, onde foi internada após sofrer um derrame em 2025. Por ter se sentido muito bem cuidada pela equipe médica, queria contribuir como podia, mas de um jeito inusitado.

Ela já está recuperada do derrame, e enfrenta apenas algumas dificuldades de fala. 

Mulher idosa de cabelos brancos e óculos, sorrindo e segurando um certificado do Guinness World Records, com um avião ao fundo. Ela veste uma camiseta branca e rosa com a inscrição Cheltenham & Gloucester Hospitals Charity. O certificado reconhece Elizabeth Betty Bromage como a wing walker (andadora de asa) mais velha, aos 97 anos e 123 dias, em 4 de agosto de 2026
(Andrew Matthews - PA Images/Getty Images)
Continua após a publicidade

Betty já é quase uma especialista na modalidade, que começou a praticar aos 87 anos. Hoje, acumula seis voos de wing walking. Para ela, a parte mais difícil é subir até a asa, a mais de quatro metros de altura. Uma vez lá em cima, porém, ela aproveita o passeio.

“Você não deve dizer ‘não consigo’. Você diz ‘Eu farei se eu puder’, mas ‘não consigo’ não está no meu vocabulário”, disse ela à revista People. Após o voo, resumiu a experiência: “Ótimo, um pouco turbulento, mas ótimo”.

Continua após a publicidade

 

A história do wing walking

O esporte surgiu entre as décadas de 1910 e 1920, nos chamados “circos voadores”, espetáculos de acrobacias aéreas. Eles se tornaram populares após a Primeira Guerra Mundial, que deixou centenas de aviões disponíveis e muitos pilotos jovens treinados. Para ganhar dinheiro, esses pilotos passaram a apresentar suas habilidades ao público, com manobras como loopings e voos de cabeça para baixo.

Continua após a publicidade

Nesse contexto, o aviador americano Ormer Locklear teve a ideia de sair do avião e caminhar sobre a asa. A novidade tinha um objetivo simples: tornar os espetáculos ainda mais impressionantes para os espectadores (o que resulta em mais dinheiro).

A moda pegou, e o wing walking passou a fazer parte de diversos circos aéreos. Diga-se de passagem que, na época, a prática era realizada com muito menos equipamentos de segurança. Os participantes não usavam paraquedas nem cabos para se prender à aeronave e, em algumas apresentações, chegavam até mesmo a trocar de avião durante o voo.

Como resultado, muitos acidentes aconteceram e diversos wing walkers morreram. Por isso, a modalidade passou a adotar regras e equipamentos de segurança com o tempo, incluindo o uso de paraquedas.

Continua após a publicidade

Hoje, caminhar sobre a asa durante o voo é menos comum. Os participantes costumam permanecer em uma posição fixa, presos à aeronave por cabos de segurança, como fez Betty.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional verde-escuro com texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias e um ícone de árvore verde-claroMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).