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7 relatos femininos de assédio e invasão de privacidade

Todos os dias, as mulheres passam por situações constrangedoras. Não acredita? Então leia

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 19h06 - Publicado em 28 Maio 2015, 19h50

Nos últimos dias, ganhou os noticiários o caso de uma jornalista que foi abordada via WhatsApp por um funcionário de uma empresa de telecomunicação. Ele se interessou por ela e aproveitou que tinha acesso aos dados da moça para enviar mensagens de seu celular pessoal. Apesar de a abordagem não ter sido necessariamente agressiva, a invasão de privacidade e o uso indevido dos dados por uma grande empresa ficaram no centro de uma grande polêmica. Nos sites em que a notícia foi publicada, além das centenas de mensagens de apoio, vimos outras pessoas compartilharem histórias parecidas. E também vimos muita gente que achou a reação da jornalista exagerada. Afinal, se a abordagem não foi explícita ou violenta, a vítima poderia ter relevado. Mas não dá para ignorar que nossos dados pessoais às vezes vão parar em mãos erradas – e que o assédio às mulheres é uma questão bastante séria.

Para provar, reunimos alguns depoimentos de leitoras da SUPER, que compartilharam suas histórias via Facebook. Os nomes foram abreviados e as histórias foram editadas, mas você pode conferir os relatos originais – e alguns outros – nos comentários deste post.

 

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1. Aline K.

Quando acordei no dia seguinte, olhei meu WhatsApp e estava cheio de mensagens nojentas e fotos obscenas.

“Passei meu contato para uma fonte me retornar com informações de um caso. Quando acordei no dia seguinte, olhei meu WhatsApp e estava cheio de mensagens nojentas e fotos obscenas. Fui direto à Polícia e registrei boletim de ocorrência. Me encaminharam para a Delegacia da Mulher, e quando foram procurar o bendito para se explicar, ele já havia sumido. Nem na cidade voltou. Depois ele continuou me importunando pra pedir desculpas. Não bloqueei por instrução da Polícia. Se ele me abordasse de novo, eu deveria avisar. Graças a Deus, no fim, deu tudo certo. Mas foi desesperador e eu me senti muito mal com aquilo.”

 

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2. Luciana H.

Ou a pessoa é pura carência, ou tem más intenções.

“Um técnico que veio instalar o Velox… No mesmo dia, vi uma solicitação de amizade no Facebook. Como não conhecia, ignorei… Passados uns dias, estava andando próximo à minha casa, quando um carro se aproximou e um homem me perguntou: “E aí, tudo bem? Te mandei um convite lá no Face”. Respondi que não havia recebido (reconheci que era o técnico, mas nem sabia que o convite era dele) e continuei andando. Realmente, ele havia mandado o convite e mensagens… Chega a assustar sim! Porque, ou a pessoa é pura carência, ou tem más intenções… No caso dele, ignorei! Isso foi suficiente. Nunca mais me importunou.

 

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3. Aline O.

Ele tinha me achado, não sei como, no Facebook, e começou a me mandar mensagens me assediando.

Um cara foi fazer um serviço nos computadores da empresa onde trabalho. No dia seguinte, deveria ter ido terminar o trabalho, mas sumiu. Dias depois, eu descobri o porquê: ele tinha me achado, não sei como, no Facebook, e começou a me mandar mensagens me assediando. Um doido. Eu ignorei e ele parou.”

 

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4. Clara B.

Ele disse que me achou bonita e tomou a liberdade de me mandar uma mensagem.

Precisei ir a uma loja de shopping pegar a segunda via de uma conta para pagar. Depois de conversar com o atendente, ele pediu que eu escrevesse o meu número em um papel para que ele pudesse pesquisar a conta no sistema e imprimir. Até aí, tudo normal e ok. Quando voltei para casa, depois de ter pagado a conta e tudo mais, recebi uma mensagem no WhatsApp do atendente. Ele disse que me achou bonita e tomou a liberdade de me mandar uma mensagem. Se eu quisesse trocar mensagens com ele, teria dito. Considerei abuso, mas deixei passar. Apenas bloqueei o número e não voltei mais a essa loja.

 

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5. Juliana V.

Ele chegou a levar até presentinhos pra mim na loja e eu ficava toda constrangida.

Há uns 7 anos, eu trabalhava num shopping. Um dia, um senhor apareceu por lá todo uniformizado e me entregou o cartão da multinacional onde ele trabalhava, disse que meu perfil profissional se enquadrava no perfil da multinacional e pediu pra que eu mandasse meu currículo para o e-mail dele. Eu acreditei, toda cheia de esperanças, pensando que meus dias de ralação no shopping estavam contados, e mandei o currículo. Logo depois o senhor começou a me ligar dizendo que ia me ajudar. Eu, inocente, fui acreditando… Mas aí ele começou a ligar com uma certa frequência e a me perguntar coisas pessoais. Eu passei a rejeitar as ligações… Depois, ele passou a me procurar no shopping. Imagina a minha situação: eu estava trabalhando e não podia destratar o cara… Ele chegou a levar até presentinhos pra mim na loja e eu ficava toda constrangida… Não satisfeito, um dia ele chegou a ir até a minha casa (no currículo tinha meu endereço)… No fim das contas, ele foi vencido pelo cansaço de tanto levar foras… Se fosse hoje, eu teria denunciado ele de alguma forma, pedido orientação e ajuda nas redes sociais. Mas, naquela época, o Orkut não tinha tanto poder como o Facebook. Hoje em dia, não coloco mais meu endereço no currículo. No máximo, coloco o bairro onde moro.

 

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6. Andreza G.

Ir fazer um B.O. por violência contra a mulher e ainda ser assediada lá é pra acabar com esperanças de um mundo mais ético

Uma vez, fui à delegacia da mulher, e o cara que me atendeu começou a fazer um monte de perguntas pessoais do tipo se eu sou casada. Ir fazer um B.O. por violência contra a mulher e ainda ser assediada lá é pra acabar com esperanças de um mundo mais ético. Eu lá nervosa, angustiada, e ainda passo por isso.

 

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7. Renara S.

Eu era quase uma criança, nem sabia o que fazer, e o cara ainda sabia meu endereço.

Não foi virtual, mas um assédio, de qualquer maneira. Quando eu tinha 13 anos, um vendedor (desses de porta a porta) foi à minha casa oferecer um produto. Meu pai comprou. Daí ele ficou com o número do telefone da minha casa. Um belo dia, ele ligou e eu atendi, aí começou a me cantar, dizendo que tinha me achado linda, blá blá blá… Fiquei assustada, lógico, eu era quase uma criança, sabia nem o que fazer, e o cara ainda sabia meu endereço. Toda vez que ele ia à minha casa, eu me escondia.

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