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A ameaça do lixo

A Agência Espacial Européia (ESA) acaba de completar o mais recente recenseamento do lixo espacial em volta da Terra. Com base em simulações de computador, a ESA estima entre 30 mil e 70 mil o número de pequenos fragmentos em órbita terrestre – isso sem contar os 7 mil objetos maiores cuja localização é acompanhada pelos Estados Unidos e pela União Soviética. A pesquisa da ESA faz parte de um estudo sobre as possibilidades de colisão em órbita geoestacionária, ou seja, 36 mil quilômetros acima da Terra, e os riscos para naves espaciais e missões tripuladas em órbitas mais baixas. Uma preocupação em particular diz respeito ao telescópio espacial Hubble, sem data definida de lançamento, e ao satélite astronômico Hipparcos. Não só eles correm o risco de interferência da luz refratada de pequenas partículas como também podem estar sujeitos a danos devido a colisões. Um fragmento do tamanho de uma ervilha em órbita a 5 quilômetros por segundo, calcula a ESA, podem espatifar um satélite de 100 milhões de dólares.