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A tecnologia que permitiu que “A Odisseia” fosse 100% filmado em IMAX

O novo filme de Christopher Nolan estreia nesta quinta (16). Entenda a tecnologia que foi desenvolvida especialmente para o diretor.

Por Rafael Battaglia 15 jul 2026, 14h00
A tecnologia que permitiu que “A Odisseia” fosse 100% filmado em IMAX Priorizar nos meus resultados Google

Do começo

O IMAX surgiu em 1970 e é um sistema que viabiliza imagens em altíssima resolução. Usa películas de 70 mm, o dobro das normais (35 mm), o que permite a exibição em telas quadradas e curvas, maiores e mais imersivas que as retangulares convencionais (no Brasil, há 12 telas assim).

O problema

As câmeras IMAX fazem muito barulho para rodar filmes tão grandes, o que sempre impediu a gravação de diálogos com elas. Por isso, ficavam restritas a documentários da natureza e cenas de ação. Até agora.

Câmera de cinema IMAX cinza escura com cabos e equipamentos conectados, exibindo um soldado romano de perfil em seu monitor. O fundo é de cadeiras vermelhas de cinema no fundo preto.
(Gabe Rivas/Superinteressante)
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A ideia

A IMAX criou novas câmeras e o blimp, caixona de 120 kg que abafa o som do equipamento. Funciona, mas bloqueia a visão de quem está em cena. Foi preciso instalar espelhos nela para que os atores se enxergassem.

O preço

O blimp e os espelhos “retrovisores” permitiram a Nolan gravar as quase três horas de A Odisseia em 70 mm. É a primeira vez que um longa-metragem de ficção é feito totalmente para IMAX. No total, a produção consumiu 609 mil metros de filme nas gravações, que custaram US$ 3 milhões.

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