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Apple Watch ajuda a polícia a desvendar homicídio na Austrália

A única testemunha do crime fez um depoimento detalhado sobre o que viu. Mas o Apple Watch que a vítima usava registrou dados que contradizem tudo

As funções do Apple Watch transformaram uma investigação na Austrália em algo que poderia ser uma mistura de romances da Agatha Christie com Isaac Asimov. Em dezembro de 2016, a polícia da cidade de Adelaide recebeu uma denúncia de homicídio. Caroline Nilsson, de 26 anos, disse às autoridades que sua sogra, Myrna Nilson, 57 anos, foi atacada por homens que invadiram a sua casa depois uma briga de trânsito. Caroline disse que os homens a amordaçaram na cozinha, discutiram por 20 minutos com Myrna para então de assassiná-la e fugir em seguida. Foi quando Caroline conseguiu fugir de casa e ligar para as autoridades, às 22h. Mas outra testemunha, o Apple Watch, conta uma história bem diferente.

Myrna Nilson estava usando o smartwatch da Apple, e ele tem um medidor de batimentos cardíacos. O relógio registrou, às 18h38, um aumento repentino nos batimentos cardíacos da vítima, seguido de uma baixa na atividade, o que pode indicar que ela estava inconsciente. Às 18h45, o coração da vítima parou de bater. Esses dados não condizem com o depoimento de Caroline, e provocaram uma reviravolta nas investigações: agora, a polícia trabalha com a hipótese de que a nora seria a responsável pelo assassinato. “Ela não previu que a Polícia seria capaz de discernir a hora da morte e outras informações desse dispositivo [o relógio]”, disse a procuradora Carmen Matteo à ABC News.

Os dados do aparelho foram apresentados como evidência na Corte de Magistrados de Adelaide e agora Caroline está em prisão preventiva. O assunto voltará a ser julgado em junho.

Não deverá ser a última vez que gadgets acabam trabalhando a favor da justiça. A assistente virtual da Amazon, Alexa, irá receber a função “reportar crime” em Lancashire, um município do noroeste da Inglaterra. Qualquer cidadão poderá reportar uma ocorrência diretamente para a assistente (que vem embutida nas caixinhas de som Echo, da Amazon), ao invés de ir à delegacia. A função começará a funcionar até o final do ano e, se bem aceito, poderá ser implantada ao redor do mundo.