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Banco de dados num cartão

Um hospital carioca colocará à disposição de seus clientes o Smartcard, um cartão parecido com os usados em bancos que conterá todas as informações de saúde do paciente.

Dentro de alguns messes, os pacientes de um hospital carioca carregarão no bolso todas as informações importantes sobra sua saúde. Elas estarão armazenadas no Smartcard, um cartão parecido com os de bancos, mas que de igual só tem o tamanho. Um microprocessador de 8 bits embutido no Smartcard faz toda a diferença. Lançado pela Bull Engenharia de Sistemas, braço brasileiro da gigante da informática francesas Bull, ele permite que se grave uma quantidade muito maior de informações do que numa fita magnética e, mais importante, mantém-nas em absoluto sigilo. “É um banco de dados portátil e inviolável, pois o acesso à memória passa pelo microprocessador”, diz o consultor da empresa. Marcelo Leite de Souza.

Imune a fraudes, o Smartcard tem na memória um algoritmo de criptografia, ou seja, codifica as informações de forma que só outro Smartcard autorizado pode decifrar. Isso garante a segurança, por exemplo, de serviços bancários para clientes especiais, que movimentariam suas contas a partir da própria residência. Um Smartcard no seu computado central do banco que reconhece como “filho”. Conversas ou transmissão de dados por telefone também podem ser mantidas em segredo por um Smartcard em cada ponta da linha. A impossibilidade de fraude ou duplicação já transformou em alguns países o cartão em moeda. A quantia, debitada na conta corrente do cliente, passa para a memória do Smartcard, e vai sendo descontada por terminais em lojas à medida que o comprador gasta. O crédito passa para o cartão do lojista, vira depois dinheiro na sua conta no banco.