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Ciranda-cirandinha bem ordenada

Os planetas e suas luas giram em torno do Sol sobre um mesmo plano imaginário. A exceção é Plutão.

Thereza Venturoli

A nave Clementine mapeou a Lua por dois meses, em 1994. Nessas voltinhas selenitas, ela teve o privilégio de captar flagrantes inusitados do Sistema Solar. A foto abaixo é um deles. Ela mostra a Lua e, por trás dela, o Sol nascendo. Os três pontinhos brilhantes à esquerda são os planetas Mercúrio, Marte e Saturno. A Terra, que não aparece na imagem, está à direita da Lua. É a luz do Sol refletida pela superfície terrestre que ilumina aquela face lunar. Mais do que fascinante, a foto mostra o caminho dos planetas em torno do Sol – o chamado plano da eclíptica (veja o infográfico). Note na foto que Mercúrio, Marte e Saturno estão praticamente alinhados, à mesma altura do Sol e da Lua. É como se estivessem suspensos por fios invisíveis, todos do mesmo comprimento. O Sistema Solar constituiria, então, um móbile bem equilibrado. É claro que o comprimento desses fios não é exatamente igual, mas muito próximo. O único que escapa dessa regra é Plutão, que tem uma inclinação de 17 graus em relação ao plano da eclíptica. O que criou esse plano imaginário foi a rotação da nuvem de poeira e gases que deu origem ao Sol e aos planetas. Todos eles se formaram em torno do equador (a “cintura”) do Sol.

Feito um móbile bem equilibrado

O Sol e os planetas parecem suspensos por fios invisíveis que os mantêm no mesmo plano.

A Terra está deste lado. É a luz do Sol refletida pela superfície dela que ilumina esta face da Lua.

Plutão é o único planeta que se inclina para fora do plano