Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Como as últimas mudanças vão impactar o seu Facebook

O Facebook anunciou grandes mudanças para o Feed de Notícias. Entenda o que muda para você

Por Victor Caputo, da Exame.com Atualizado em 12 jan 2018, 18h36 - Publicado em 12 jan 2018, 16h33

Em uma longa publicação feita por Mark Zuckerberg em sua página de Facebook, o cofundador da rede social explicou que, a partir de hoje, ajustes serão realizados com o objetivo de deixar o Facebook mais próximo de suas raízes.

“Recentemente recebemos feedback de nossa comunidade que conteúdo público – posts de negócios, marcas e mídia – está nos dispersando dos momentos pessoais que nos levam a nos conectar uns com os outros”, explica Zuckerberg.

A ideia, explica o executivo, é priorizar conteúdo que ajude na formação de laços e que sirva como início de interação social. “(…) o equilíbrio do que está no Feed de Notícias fugiu do que o Facebook faz de mais importante – nos ajudar a conectar uns com os outros.”

O Facebook usa regras para decidir o que mostrar para seus usuários. Interação com amigos e o que esses amigos curtem ou compartilham moldam a página de cada usuário da rede social.

Adam Massari, chefe do Feed de Notícias, explica que entre esses “sinais” estão informações como “quantas pessoas reagiram, comentaram ou compartilharam postagens”. A partir de agora, porém, o potencial de gerar conversas e interações sociais serão levadas em conta.

Mas como exatamente o seu Facebook vai mudar?

A passagem mais esclarecedora do texto de Zuckerberg talvez seja a seguinte: “As primeiras mudanças que você verá será no Feed de Notícias, onde você pode esperar ver mais coisas de amigos, familiares e grupos”.

A proposta inicial (ainda não é possível comprovar, já que as mudanças foram anunciadas hoje) é que o usuário do Facebook veja menos publicações feitas por páginas de marcas, de veículos da imprensa, ou de estabelecimentos comerciais.

Conteúdos dessas páginas serão priorizados em casos que incentivem a interação social. Zuckerberg cita como exemplos de conteúdos que geram interesse e debate social: séries de televisão, times de modalidades esportivas, entre outros. Ele sugere, portanto, que páginas desses tipos ainda devem aparecer constantemente no Feed de Notícias.

Continua após a publicidade

Espere, portanto, um aumento no número de publicações feitas por seus amigos e familiares, em vez de um número grande de postagens de marcas ou páginas.

Outra modalidade que deve aparecer bastante, sugere Zuckerberg, é de vídeos ao vivo transmitidos no Facebook. Esse tipo de conteúdo, costuma trazer interação entre os usuários da rede, superando em seis vezes a interação em comparação com vídeos que não sejam ao vivo.

Passividade

As mudanças chegam após um grande estudo que contou com incentivo do Facebook. Esse estudo, vale dizer, é citado por Zuckerberg em seu texto.

Divulgado no ano passado, o material afirmava que o Facebook, apesar de ter efeito positivo em seus usuários, pode também trazer consequências mais desoladoras. Ao escorregar pelo Feed de Notícias e não interagir com nada, o usuário, diz o estudo, pode se sentir mal.

Mas qual tipo de conteúdo incentiva uma postura mais passiva dos usuários do Facebook? São exatamente atividades como assistir a vídeos, ler notícias ou ver atualizações de páginas, escreve Mark Zuckerberg.

“Nós sentimos a responsabilidade de assegurar que nosso serviço não seja somente divertido de usar, mas também bom para o bem-estar das pessoas”, escreve.

Entre o anúncio e suas explicações, Mark Zuckerberg deu uma informação quase surpreendente. O CEO disse esperar que o tempo gasto na rede social caia. Indicadores de engajamento também podem mostrar números piores. A explicação vem em caráter preventivo para investidores.

Este conteúdo foi originalmente publicado na Exame.com

Continua após a publicidade
Publicidade