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Como o Universo vai acabar?

Se o Cosmos nasceu de uma grande explosão há bilhões de anos, como será o fim dele - e será que ele vai terminar mesmo?

Por 1 jun 2007, 01h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h50
  • Tiago Cordeiro

    A resposta mais franca é que, ao menos por enquanto, não fazemos a menor idéia. Até a década de 1960, a ciência defendia que ele nunca terminaria, já que sempre foi exatamente do jeito que é. Mas hoje os cientistas sugerem dois cenários possíveis: o fogo ou o gelo. Ou sofreremos uma retração, seguida de uma explosão, ou uma expansão contínua até que tudo se torne um gigante inerte. Desde 1998, quando duas equipes de pesquisadores alcançaram resultados muito parecidos e até hoje inquestionáveis, sabemos que o Universo está se expandindo cada vez mais rápido e que sua temperatura média atual é de 270 ºC negativos – quando ele tinha 300 milhões de anos, era muito mais quente, tinha 5 000 ºC.

    Se a densidade do Universo for grande o suficiente para refrear essa velocidade de crescimento, então vamos experimentar o big crunch, um processo de retração violento que vai arremessar em direção a um único ponto todo os 10 trilhões de bilhões de estrelas que existem. Se a expansão continuar, o Universo vai se tornar uma massa gigantesca, inerte e gelada. Vai demorar dezenas de bilhões de anos, mas, com o afastamento das galáxias, o céu que vemos a partir da Terra vai se tornar cada vez mais escuro, até o limite em que

    só seremos capazes de acompanhar os elementos da nossa Via Láctea. Depois, todo o resto vai sumir do nosso alcance visual.

    E, então, o nada

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    Mas isso ainda não será o fim. O astrofísico americano Fred Adams, co-autor do livro Biografia do Universo: Do Big Bang à Desintegração Final, imagina o seguinte cenário: depois que quase todas as estrelas tiverem se tornado anãs brancas e algumas virarem supernovas, tudo o que vai sobrar serão buracos negros. Até que eles próprios vão se desintegrar em partículas gigantescas, que vão se unir para formar corpos maiores do que o nosso Universo atual inteiro. Depois, mesmo esses corpos vão sumir. E então, aí, sim, tudo terá terminado. Até mesmo o tempo e o espaço deixarão de existir.

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    Em meio à escuridão

    O Universo está repleto de forças ocultas

    Depois de 4 séculos de observação e pesquisas desde Galileu Galilei, só conhecemos 4% de tudo o que compõe o Universo – e, o que é pior, só nos últimos 10 anos percebemos que sabemos tão pouco. Hoje os cientistas dizem que existe uma força de antigravidade e que ela responde pela maioria da massa-energia do Universo: 74%. É muita coisa, o suficiente para anular a força de atração gravitacional entre os astros e garantir o cenário de expansão em que acreditamos. O que é essa energia escura? Não se sabe. Onde ela está? A hipótese mais aceita é: em todos os lugares. Isso seria possível porque a energia escura é muito rala: mais ou menos 10-29 gramas por centímetro cúbico.

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    Matéria Escura

    Os demais 22% são ocupados pela matéria escura, que também é um mistério. Ela não emite nem reflete radiação eletromagnética suficiente para ser observada diretamente, mas sua presença pode ser calculada a partir do efeito que provoca na matéria visível. O fato é que, juntas, essas duas grandezas são responsáveis por manter os elementos conhecidos do Universo separados – além de garantir que eles se movimentem para longe uns dos outros.

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