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Como são produzidos os closed captions para programas ao vivo?

Closed caption ou CC – que pode ser traduzido como “legenda oculta” – são aqueles textos que reproduzem na tela da TV o que os apresentadores dos programas estão falando. Como esse recurso é especialmente usado para ajudar os deficientes auditivos, o CC não é igual à legenda dos filmes: ele também indica em palavras os outros sons do vídeo, como “chuva” ou “passos”. Em programas gravados, o CC que os espectadores vêem na tela é o mesmo texto que aparece no teleprompter, um aparelho acoplado à câmera do estúdio que mostra o que o apresentador deve ler. Quando o show é ao vivo, existem dois métodos principais para produzir o CC. O primeiro, mais comum nos Estados Unidos, é a estenotipia. Nesse processo, um profissional especializado (o estenotipista) registra tudo que é dito no programa em um teclado especial, cujos botões são baseados em fonemas em vez de letras. Com isso, ele escreve 200 palavras por minuto. No Brasil, a TV Globo bolou um segundo método: o reconhecimento de voz. Funciona assim: um operador repete tudo o que os apresentadores falam, o computador converte a voz do cara em texto e o resultado desse “ditado” vai para a tela. O único problema é que o grau de precisão desse sistema é um pouco menor. Às vezes, o computador pode confundir alguns fonemas, como “lhe” e “lie”. Tirando isso, é uma bela ferramenta para quem não pode ouvir.

Letras sonoras
Brasil usa reconhecimento de voz para produzir as legendas ocultas

1 – O passo inicial para a produção de um closed caption ao vivo é, claro, a fala dos apresentadores. De dentro do estúdio, eles transmitem as notícias do telejornal falando com naturalidade, como se não houvesse pessoas com problemas de audição assistindo à TV

2 – Durante o programa, um profissional treinado assiste a tudo dentro de uma sala e repete as falas dos apresentadores e dos repórteres em um microfone. A voz do profissional é captada por um computador e alimenta um programa de reconhecimento de voz

3 – Calibrado especialmente para a voz do profissional — que passa por um treinamento para aprender a falar com clareza —, o programa de reconhecimento de voz transforma os sons da voz em palavras na tela do computador

4 – Antes de soltar as legendas para a TV, o profissional usa o teclado para acrescentar palavras que ajudem os deficientes auditivos a entender a imagem, como “risos” ou “som alto”. Com um toque no teclado, o operador libera as legendas para uma linha de dados

5 – As informações dessa linha de dados são transmitidas para as casas junto com a imagem e o som da TV, mas só aparecem quando o telespectador aperta a tecla CC (closed caption). Essa opção, você sabe, só está disponível nos televisores mais modernos