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Destino: Buraco Negro

Sua força gravitacional é tão grande que, depois de cair em seu interior, nenhuma forma de matéria pode escapar, inclusive a luz. Por isso, ele não pode ser visto - a não ser por seus efeitos inquietantes a matéria e o espaço circundante.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h50 - Publicado em 29 fev 1992, 22h00

Para se divertir, o físico francês Jean-Alain Mark alimentou um computador com equações e mandou que desenhasse essa inédita paisagem. O resultado foi a descrição fiel de uma viagem ao mais fantástico objeto do Universo.

1 Um longínquo turbilhão de gás 

A milhões de quilômetros de distância, o viajante imaginário vê um disco de gás e poeira que o buraco negro atrai e concentra em suas bordas. O astronauta se aproxima por baixo do gigantesco vórtice cósmico, cujo intenso brilho se deve ao atrito das moléculas e fragmentos arrastados para a singularidade — uma espécie de falha no tecido do espaço-tempo. 
 

 

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2 O olho do monstro no centro do clarão 

Prestes a cruzar, de baixo para cima, a fina lamina de matéria que forma o plano do disco, acelerado por força gravitacional crescente, o navegante vê pela primeira vez os limites da massa invisível (semicírculo pontilhado).

3 Imagens da matéria no espaço curvo 

Já no plano do disco, ele vê matéria que, na realidade, está atrás do buraco negro. E que este deforma o espaço a sua volta: assim, a luz que vem daquela matéria segue essa curvatura e surge em arco em torno da singularidade.

 

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4 Trajetória parabólica rumo à massa negra
 
Em tortuosa rota de colisão, agora no espaço acima do disco, a viagem caminha para o fim. O astronauta pode ter idéia da paisagem hostil, pois cores e brilhos do disco cósmico refletem sua elevada temperatura.

5 Perto do ponto do qual não se volta
 
O viajante começa a sentir terrível diferença na tração da gravidade — ela é maior na parte do seu corpo que está mais perto do buraco negro, circunstância que acabará por despedaçá-lo. De qualquer maneira, logo chegaria o ponto em que a velocidade necessária para escapar à gravidade seria maior que a luz. Como não existe tal velocidade, o intruso ficaria confinado ao buraco negro.

6 Onde já não se sabe onde se está 

Mesmo que vencesse todos os desafios, o viajante nunca poderia saber se estava dentro ou fora do buraco negro. “Dele não se extrai nada, nem mesmo dados sobre a posição do viajante imaginário”, ensina o físico Jean-Alain Mark.

7 Inimagináveis deformações do espaço

Com ajuda do computador pode-se ter idéia mais clara de como o buraco negro altera as coordenadas celestes — equivalentes, no espaço, das latitudes e longitudes empregadas para localizar os lugares na superfície da Terra.

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