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Mísseis teleguiados: Tecnologia inútil

Um estudo encomendado pela Força Aérea americana mostrou que a tecnologia de mísseis teleguiados não surtiu efeito na guerra. A maioria dos alvos no Iraque não foi destruída.

Agora é oficial: a Guerra do Golfo, em 1991, não representou uma revolução no campo militar, apesar da fantástica tecnologia utilizada pelos Estados Unidos e seus aliados. Resumo de uma avaliação encomendada pela Força Aérea americana à Universidade Johns Hopkins contém afirmações demolidoras. Por exemplo: 41.309 ataques aéreos desfechados em 43 dias foram incapazes de destruir um único lançador móvel dos pré-históricos mísseis Scud fornecidos pelos russos aos iraquianos. O incipiente poder nuclear do Iraque foi meramente “molestado”, nenhuma de suas instalações chegou a ser destruída. Duzentos desses ataques foram dirigidos contra as fortalezas onde se refugiaram os líderes do governo inimigo, inclusive Saddam Hussein. Apesar dos satélites espiões em órbita, das câmeras e raios de variada espécie, não foi possível decidir se foi um sucesso ou um fracasso. Revolucionário, no final das contas, mostrou-se apenas o uso de eficientes aparelhos telefônicos e de fax:a comunicação fácil entre os soldados permitiu que as informações se espalhassem rapidamente, “subvertendo as hierarquias tradicionais”. Certamente não era a revolução sonhada pelos revolucionários do Pentágono.