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Nervos à flor do cimento

O físico César Evora descobriu que sensores de fibras óticas poderiam prevenir desastres, se fosse possível embuti-los, com peles artificiais, na estrutura de pontes, viadutos, aviões e sistemas de canalização de gás.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h40 - Publicado em 31 jul 1990, 22h00

A idéia é digna de prêmio: assim como sensores na pele alertam o cérebro quando algo anormal se passa com o corpo, sensores de fibras óticas poderiam prevenir desastres, se fosse possível embuti-los como peles artificiais, na estrutura de pontes, viadutos, aviões e sistemas de canalização de gás. Essa rede seria capaz de transmitir informações sob a forma de pulsos de luz- a exemplo do que já ocorre nas telecomunicações – com o auxilio de computadores, que interpretariam os sinais como um aviso de falhas, ou de variações de temperatura ou de estresse na estrutura. Engenheiros americanos já conseguiram transformar a idéia em fato, ao instalar sistemas desse tipo para medir a temperatura em turbinas de helicópteros. “Em construções mais complexas, ainda restam problemas a resolver” analisa o físico César Évora, coordenador da área de fibra ótica da Telebrás, em Campinas. “As fibras têm de aderir perfeitamente ao material para que o menor sobressalto seja registrado. E isso por enquanto não foi conseguido.”

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