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Novo suspeito da extinção em massa

Além de terem dado cabo dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás, os cometas e asteróides podem ter sido os responsáveis por uma catástrofe bem maior: a extinção em massa que marcou a passagem do Período Permiano para o Triássico, há 250 milhões de anos. Quem faz a acusação é o geólogo Gregor Retallack, da Universidade do Oregon. Ele analisou grãos de quartzo vindos da Antártida e de uma região próxima a Sidney, Austrália. E encontrou microscópicas estrias vitrificadas percorrendo áreas mais fracas do cristal. “A única força capaz de produzir essas estrias paralelas é um tremendo choque”, explicou Retallack à SUPER. “Nem vulcões nem movimentos tectônicos liberam tanta energia.” A pesquisa levantou polêmica na comunidade científica. Os críticos afirmam que as amostras de Retallack estão marcadas por fraturas mais recentes, que podem confundir na identificação de aspectos com centenas de milhões de anos. O pesquisador diz que qualquer nova descoberta encontra resistência dos céticos. Admite que faltam ainda demorados e tediosos estudos de confirmação, já iniciados. “Mas a descoberta é suficiente para motivar a procura de outras evidências como a nossa.”