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O bombardeio dos asteróides

Um pequeno telescópio de 70 anos de idade e um CCD, instrumento que conta partículas de luz, revelaram que asteróides de pelo menos 10 metros de diâmetro passam muitas vezes mais perto da Terra do que se imaginava.

Um pequeno telescópio de 70 anos de idade e um CCD – instrumento que conta partículas de luz – revelou que asteróides de pelo menos 10 metros de diâmetro passam muito mais vezes perto da Terra do que imaginava.Segundo David Rabinowitz, da Universidade do Arizona, Estados Unidos, eles são precisamente 100 vezes mais numerosos: 50 deles tangenciam nosso planeta diariamente. Inúmeras colisões no cinturão de asteróides existentes entre Marte e Júpiter seriam a causa do bombardeio à Terra. Uma vez a cada século, um asteróide de 30 a 100 metros de diâmetro cai no campo gravitacional da Terra e se desintegra a meros 10 quilômetros do solo – a última explosão do gênero teria ocorrido sobre a Sibéria, em 1908. Os resultados da pesquisa, chamada de Spacewatch, só foram possíveis graças ao CCD – sem ele, objetos de menos de 300 metros de diâmetro não são detectados. Os próximos passos serão listar possíveis candidatos a uma colisão com a Terra e imaginar meios de evitá-la.