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O coração de areia da África

No Saara foi registrada a mais alta temperatura à sombra. Em 13 de setembro de 1922, os termômetros marcaram 58 graus Celsius em Al¿Aziziyah, na Líbia.

Em árabe, Saara quer dizer deserto. Nada mais justo. Imagine uma região mais ou menos do tamanho do Brasil com as seguintes características: areais e dunas espalhados por um quarto da paisagem, alguns vales rasos e depressões que, eventualmente, formam oásis e algumas súbitas montanhas pedregosas (a maior delas, o Monte Koussi, no Chade, chega a 3 415 metros de altitude). Tudo banhado por um sol implacável. Nesse cenário seco e quente, onde os tons vão do amarelo ao vermelho, há pouca vegetação (em geral gramíneas, arbustos e plantas rasteiras adaptadas ao calor e à alta salinidade) e pouca gente (menos de meio habitante por quilômetro quadrado). Pronto. Esse é o Saara, no norte da África, o maior deserto do planeta. Ele é tão grande que não há consenso sobre seu tamanho. Algumas fontes o descrevem como se estendendo por 8,6 milhões de quilômetros quadrados. Outras dizem que seus limites chegam a 9,3 milhões de quilômetros quadrados. O certo é que suas dunas avançam pelo território de dez países. Apesar de ser quente na maior parte do ano, o Saara experimenta, no inverno, temperaturas inferiores a 15 graus Celsius. Nas montanhas – pode acreditar – ocasionalmente até neva. A chuva, no entanto, cai raramente na região – em média, 76 milímetros por ano.

• No Saara foi registrada a mais alta temperatura à sombra. Em 13 de setembro de 1922, os termômetros marcaram 58 graus Celsius em Al’Aziziyah, na Líbia.