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Óleos melhores e mais baratos

Pesquisadores da USP em São Carlos desenvolveram um método mais eficiente para extrair óleos de sementes por meio do dióxido de carbono.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h50 - Publicado em 30 nov 1992, 22h00

Submetidos a temperatura e pressão muito altas, líquidos e gases assumem uma estado denominado supercrítico, que pode ter grande importância na indústria. Para se extrair, pro exemplo, óleo de soja ou amendoim a partir das sementes, usa-se o gás hexano em estado supercrítico. Só que o hexano é caro, tóxico e inflamável. Por isso, o Laboratório de Cromatografia do Instituto de Física e Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos, experimentou o dióxido de carbono (CO2), que não tem os defeitos do hexano. “E custa muito menos que ele”, diz Fernando Lanças, chefe do Laboratório. Além disso, o óleo extraído com CO2 é de melhor qualidade, pois sai da câmara de extração mais puro que o hexano.

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