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Ozônio em baixa

O mais recente relatório da NASA sobre a diminuição da camada de ozônio que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol (SUPERINTERESSANTE n.7) confirma.as piores previsões dos cientistas. Desde 1969, além da queda de quase 50 por cento na concentração do gás sobre a Antártida, registra-se uma diminuição de cerca de 3 por cento sobre países como Brasil, Estados Unidos, União Soviética e China. Já sobre o Alasca e a Escandinávia a perda chega a 6 por cento nos meses de inverno. Foi confirmado também, que a camada de ozônio sobre o Artico está prejudicada, embora não nos mesmos níveis que no pólo sul.

No final de 1987, representantes de 24 países reunidos no Canadá comprometeram-se a cortar pela metade até 1999 a produção do CFC (clorofluorcarbono), um composto químico presente nos aerossóis, plásticos e aparelhos de refrigeração e ao que tudo indica o grande responsável pela destruição do ozônio. Recentemente, o México e os Estados Unidos ratificaram a adesão ao acordo. O Brasil ainda não se manifestou oficialmente. Segundo cientistas americanos, o último relatório da NASA indica que uma política anti-CFC ainda mais severa precisará ser adotada para preservar a camada de ozônio. A fim de que ela tenha a mesma espessura de 1970, será preciso um corte de 95 por cento na produção do CFC, e ainda assim o buraco sobre a Antártida persistirá durante meio século.