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Pequeno e carregado

O menor e mais leve lépton é o próprio elétron, considerado o menor elemento com massa do universo.

Até o fim do século XIX, o átomo, a estrutura básica que compõe a matéria, era considerado a mais ínfima partícula do universo. Os cientistas imaginavam que ele era indivisível e que não haveria nada menor – a palavra átomo, por sinal, vem do grego e quer dizer indivisível. Isso até que, em 1898, o cientista J.J. Thomson descobriu a existência do elétron, que, junto com o próton e o nêutron, compõem as três principais partículas subatômicas.

O elétron, carregado de carga elétrica negativa, faz parte da família dos léptons. Junto com os quarks, os léptons compõem o que os físicos hoje acreditam ser as partículas elementares da matéria. A origem do termo lépton é grega e quer dizer leve. Existem seis tipos conhecidos de léptons: três com cargas elétricas (o próprio elétron, o tau e o muon), e três neutrinos correspondentes. O menor e mais leve lépton é o próprio elétron, considerado o menor elemento com massa do universo. É tão pequeno que ninguém nunca conseguiu medir exatamente o seu tamanho. O que se sabe, com certeza, é que tem raio menor que 10-18 metros. E que seu peso equivale a um milhão de milionésimo do peso de um grão de areia. Dá para imaginar?

• O hidrogênio molecular (H2) é a mais leve substância do universo. Sua densidade em relação ao ar é de apenas 0,07.